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Setembro Amarelo: Sindpol reforça a importância da saúde mental, do acolhimento e dos direitos dos policiais civis

Por Comunicação SINDPOL
Atualizado em 9/09/2026

Dados oficiais divulgados pelo Núcleo de Estatística Aplicada da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL) e publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) apontam que Alagoas registrou o total de cinco casos de suicídio entre profissionais das forças de segurança pública ao longo de 2025.

O levantamento revela que as ocorrências vitimaram dois profissionais da Polícia Militar de Alagoas, dois do Corpo de Bombeiros Militar e um da Polícia Penal. Os registros envolvem servidores da ativa e da reserva que enfrentavam quadros severos de sofrimento psíquico.

Para o Sindpol, o volume de ocorrências acende um alerta vermelho para as autoridades e entidades representativas. O cenário evidencia a urgência na expansão de políticas contínuas de assistência psicológica e no combate à discriminação de quem busca ajuda mental dentro das instituições.

O sindicato vem atuando para oferecer suporte, acolhimento e qualidade de vida à categoria. Entre as iniciativas, destaca-se a Sala das Mulheres, criada para oferecer apoio, acolhimento, orientação contra os assédios moral e sexual, além de informações sobre os direitos das policiais civis, como progressão funcional e aposentadoria.

Além disso, a categoria conta com a Sala dos Aposentados, atendimento jurídico especializado, incentivo a atividades esportivas (como os Jogos da Integração, Esporte para as Mulheres, aulas de Jiu-Jítsu e acesso gratuito ao aplicativo Wellhub), plano odontológico gratuito, auxílio-funeral, eventos de integração e diversos outros benefícios voltados ao bem-estar da família policial civil.

*Retrato Nacional*
Segundo o Boletim de Notificação de Mortes Violentas Intencionais Autoprovocadas e Tentativas de Suicídio entre Profissionais de Segurança Pública (2025), publicado pelo Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES), 151 agentes da ativa tiraram a própria vida no Brasil em 2024. Em um período de cinco anos, ao menos 818 profissionais de segurança pública em atividade faleceram por violências autoprovocadas no território nacional.

Além disso, os levantamentos do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam um dado doloroso: o número de suicídios entre agentes de segurança frequentemente ultrapassa o total de mortes desses profissionais em confronto direto ou por homicídios fora de serviço.

A pesquisa do IPPES trouxe ainda um recorde estarrecedor em 2024: 18 agentes de segurança pública morreram em contexto de homicídios ou feminicídios seguidos de suicídio, resultando em outras 19 vítimas, na maioria das vezes, companheiras ou ex-companheiras dos autores, evidenciando o entrelaçamento do sofrimento psíquico severo com a violência doméstica.

Rotina policial e os fatores de risco
O adoecimento mental na Segurança Pública não surge por acaso. Ele é atravessado por fatores institucionais e operacionais específicos da rotina policial:

Pressão e estresse diário: Contato constante com a violência, risco iminente à vida, carga horária ostensiva e baixos salários;

Fatores organizacionais: Assédio moral, cobranças institucionais rigorosas, insegurança jurídica e endividamento financeiro;

O estigma da “força”: A cultura profissional que exige uma postura inabalável e rígida faz com que o policial silencie suas dores por receio de parecer “frágil”, sofrer discriminação dos colegas ou ser punido administrativamente na carreira.

*Mudança de Comportamento: Sinais de Alerta*
Promovida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), a campanha do Setembro Amarelo traz como tema ‘Escutar é estar presente’. A prevenção exige atenção contínua aos colegas de bancada e familiares.
Fique atento aos sinais:

*Isolamento social e institucional:* Afastamento gradual de amigos, familiares e colegas de trabalho;

Alterações bruscas de humor: Irritabilidade excessiva, crises de raiva, desespero ou apatia profunda;

Falas de desesperança: Expressões como “não aguento mais”, “eu sou um fardo” ou “seria melhor se eu sumisse”;

*Desleixo com a rotina e segurança:* Negligência com a aparência pessoal, saúde ou imprudência no manuseio de equipamentos de trabalho;

Resolução de pendências de forma atípica: Despedidas veladas ou doação repentina de pertences de valor sentimental.

*Onde Buscar Ajuda e Atendimento Especializado*
Se você ou algum colega de trabalho está passando por momentos difíceis ou demonstrando sinais de esgotamento emocional, procure ajuda imediatamente. Existem canais gratuitos, confidenciais e específicos disponíveis:

*Canais Específicos para Profissionais da Segurança Pública:*
Escuta SUSP: Programa do Governo Federal voltado aos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública. Oferece atendimento psicológico e psiquiátrico on-line, gratuito e confidencial. Agendamento pelo site
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/escuta-susp

*Núcleos Internos de Assistência:* Atendimento via Centro Integrado de Assistência da PMAL (CIA) pelo telefone (82) 98833-4160

*Rede Pública e Apoio à População:*
Teleterapia Maceió: Acompanhamento psicológico on-line e gratuito viabilizado pelo SUS municipal. Agendamento pelo site
https://www.teleterapia.org.br/

CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): Unidades municipais para acolhimento presencial em saúde mental e atendimento a crises.

Apoio Emocional Imediato (24 horas):
CVV (Centro de Valorização da Vida): Atendimento sigiloso e gratuito pelo telefone 188 (ligação sem custo de qualquer telefone) ou via chat no site oficial do CVV.

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