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Alagoas perde 15 mil postos de trabalho

Por Imprensa
Atualizado em 20/04/2011

Indústria da transformação e agropecuária lideraram número de demissões


O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que Alagoas teve uma queda de 4,64% no número de contratações formais em março. O indicador revela que 24.646 postos de trabalho foram fechados e que 8.860 postos foram abertos, o que resulta num saldo negativo de 15.786 empregos.


O estado teve redução pelo segundo mês consecutivo e segue uma tendência nacional. O setor que mais desempregou, no mês passado, foi o da indústria de transformação, com uma redução de 15,60%. Em seguida, surge a agropecuária, com um saldo negativo de 6,29%.


Os setores que registraram alta foram os de serviços industriais de utilidade, com um crescimento de 3,84%; o da construção civil, com 3%; o de serviços, com 0,19%.


A variação leva em consideração os números do mês de fevereiro, quando Alagoas registrou uma redução de apenas 0,14% nas contratações formais. Em janeiro, o estado teve um índice positivo de 1.395, o que representou um crescimento de 0,41% em relação ao mês de dezembro de 2010, conforme tabelas disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho.


Conforme a economista Luciana Caetano, a indústria da transformação pode ser representada pela indústria da cana-de-açúcar. Ela explica que o grande número de demissões se deve ao período de entressafra. “O mês de março sempre apresenta um grande número de demissões, porque é o período da entressafra da cana, assim como o mês de setembro é acompanhado pelo aumento das contratações, devido ao plantio”.


A Gazetaweb entrou em contato com a Secretaria de Estado do Trabalho, mas foi informada de que o secretário Hebert Mota estava em reunião. Até o início da noite, a assessoria de comunicação não havia retornado à ligação da equipe de reportagem.


 


  Gazetaweb, com Eduardo Almeida

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