Artigo: Quando ser policial civil pesa mais ao chegar em casa
Por Psicóloga Larissa Pedrosa Rossiter CRP:15/4256
O policial civil foi treinado para agir sob pressão, tomar decisões rápidas, controlar o medo, seguir mesmo cansado.
Mas o que quase ninguém ensina é o que acontece depois do plantão.
A mente não desliga.
O corpo continua em alerta.
O sono não vem.
A irritação aparece.
O silêncio aumenta.
Isso tem nome: sobrecarga emocional crônica.
É comum em profissionais que vivem exposição constante ao risco, à violência e à responsabilidade extrema.
– Não é fraqueza.
– Não é falta de preparo.
– Não é “frescura”.
É a consequência neuropsicológica de uma rotina que exige demais do sistema emocional.
Muitos policiais só procuram ajuda quando já estão no limite.
Quando o casamento está em risco.
Quando o corpo adoece.
Quando o pensamento fica pesado demais.
Mas a verdade é simples e direta:
Você não precisa adoecer para justificar cuidado.
Buscar acompanhamento psicológico:
* melhora a tomada de decisão
* reduz impulsividade e exaustão
* protege sua família
* preserva sua identidade além da profissão.
Cuidar da saúde mental não diminui a instituição policial.
Fortalece.
Silêncio não é força.
Aguentar tudo não é coragem.
Coragem é reconhecer que você também é humano.
– Não espere perder o controle.
– Não normalize o sofrimento.
– Não carregue isso sozinho.
Janeiro Branco é um lembrete claro:
saúde mental também é missão.
Se esse texto falou com você, procure ajuda.
Você merece estar bem — não apenas em serviço, mas na vida.
Instagram: @psilarissarossiter