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CUT afirma que Estado sucateou Casal para justificar privatização‏

Por Imprensa (sexta-feira, 23/01/2015)
Atualizado em 23 de janeiro de 2015

Entidade quer audiência com governador para tentar derrubar Projeto de Lei que tramita na ALE

A Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT/AL) e o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas montam uma estratégia de mobilização para tentar derrubar o Projeto de Lei que prevê a privatização dos serviços da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).

A falta de água e as constantes reclamações sobre os serviços da Casal, segundo a presidente da CUT, Amélia Fernandes, foram algumas das maneiras encontradas pelo Governo do Estado para justificar a necessidade da privatização, acrescentando ainda a dificuldade financeira da Companhia para o fornecimento de água e saneamento no Estado.

“O Estado buscou sucatear a Casal para convencer a sociedade de que o modelo de administração não estava dando certo. No entanto, Alagoas devolveu mais de R$ 147 milhões para o governo federal por não apresentar projeto de melhorias”, colocou Amélia.

As duas entidades tentam uma audiência, em caráter de urgência, com o governador Renan Filho (PMDB) para discutir sobre o projeto de privatização e apontar as necessidades dos trabalhadores e da sociedade sobre os serviços. “Infelizmente esse é um presente de grego que ele [Renan Filho] recebeu da gestão passada, mas vamos apresentar nossas propostas e também exemplos de outras privatizações que visaram apenas o lucro”, afirmou a presidente da CUT.

De acordo com Amélia, os modelos de privatizações visto em todo o país não obtiveram sucesso e a água não foi tratada como um serviço de políticas públicas para todos, e sim para beneficiar locais que continham maior arrecadação.

“Nós esperamos o apoio do novo governador para impedir a privatização da Casal e pedir mais investimento público, e não apenas da iniciativa privada. A sociedade precisa ser alertada sobre os riscos do investimento privado que visa apenas o lucro”, afirmou o presidente dos Urbanitários, Nestor Silva Powell.

Amélia disse que ainda não recebeu uma posição do governador Renan Filho sobre a audiência.

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