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Sindpol destaca a luta contra a violência à mulher em programação do Agosto Lilás

Por Imprensa
Atualizado em 28/08/2025

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) realizou, na tarde desta quinta-feira (28), uma programação especial do Agosto Lilás, no Cross Experience, no bairro da Serraria. A atividade contou com uma roda de conversa e uma aula de defesa pessoal voltada às policiais civis, que discutiram sobre a violência contra a mulher no ambiente de trabalho e em diferentes situações sociais.

Durante a roda de conversa, a diretora do Sindpol, Elese Freire, ressaltou a importância de ampliar a discussão para além da Lei Maria da Penha.
“É fundamental falar sobre a lei, que foi um marco na proteção da mulher, mas nós, policiais, já temos esse conhecimento. O que buscamos aqui é refletir sobre como estamos inseridas nesse processo de enfrentamento à violência doméstica, entendendo que também não estamos isentas de sofrer esse tipo de agressão. A violência doméstica é, infelizmente, a mais democrática que existe, porque atinge mulheres e meninas de todas as classes sociais”, afirmou.

O diretor de Comunicação do sindicato, Fernando Palmeira, destacou a relevância do tema e enfatizou o investimento da diretoria em ações voltadas para as mulheres.
“Temos buscado promover atividades que contemplem o público feminino, como os eventos esportivos. Esse assunto, em especial, é mais delicado, e acredito que, como homem, minha fala aqui é no sentido de apoiar e defender as nossas diretoras e colegas policiais”, disse.

Já a diretora Eulina Neta ressaltou a importância do acolhimento no atendimento às vítimas de violência.
“Muitas vezes, a mulher chega à delegacia muito fragilizada, precisando ser acolhida. O profissional tem que estar preparado para isso. Em alguns municípios, a existência de equipamentos como a Patrulha Maria da Penha, Conselhos e Secretarias da Mulher facilita esse processo, pois a vítima encontra mais portas abertas para buscar ajuda. Porém, é comum que ela chegue aflita acreditando que tudo se resolve apenas com a medida protetiva. Nosso papel é orientar e informar que o processo exige acompanhamento, retorno à delegacia e a continuidade do atendimento”, explicou.

A diretora Silvia Maria também compartilhou sua experiência à frente da delegacia de São José da Laje, destacando o aumento nos pedidos de medidas protetivas.
“Percebemos um crescimento significativo da violência e, consequentemente, das solicitações de medidas protetivas. Antes, muitas mulheres procuravam a delegacia apenas para registrar um boletim de ocorrência e não davam continuidade ao processo. Hoje, há uma procura maior pelas medidas, mas ainda enfrentamos a dificuldade de muitas vítimas não quererem levar o procedimento adiante, como a responsabilização do agressor ou a prisão. Muitas preferem apenas garantir a medida protetiva, sem prosseguir com as etapas seguintes”, relatou.

As policiais civis participantes também compartilharam suas vivências nas delegacias, trocaram experiências e tiraram dúvidas com as colegas.

Logo após a roda de conversa, o professor e faixa preta Lucas Bispo ministrou uma aula prática e dinâmica de defesa pessoal, adaptada a situações reais de risco. Ele realizou simulações com participantes, demonstrando técnicas de reação, incluindo o exemplo de um caso em que uma mulher foi brutalmente agredida com dezenas de socos dentro de um elevador. A partir da encenação, ensinou estratégias de defesa para escapar de situações semelhantes.

Ao final da aula, as participantes puderam tirar dúvidas, propor situações para simulação e praticar os movimentos aprendidos. A programação foi encerrada com um sorteio de brindes e um lanche de confraternização.

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