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Alagoas diz não à privatização

Por Imprensa (segunda-feira, 12/04/2010)
Atualizado em 12 de abril de 2010

Campanha em defesa dos servidores públicos estaduais ganha força e mantém vigilância contra OSs

Grandes manifestações marcaram o dia 07 de abril em Alagoas. Servidores públicos estaduais de diversas categorias uniram-se em defesa dos serviços públicos. No início da manhã, a porta da Secretaria de Estado da Saúde foi ocupada por trabalhadores protestando contra o caos no HGE, a falta de investimentos e a tentativa de privatização dos serviços através do programa das organizações sociais. Enquanto isso, trabalhadores da educação reunidos em assembléia no clube fênix discutiam a atitude arrogante do governo do estado, que desde janeiro ignora as solicitações de audiência com o sindicato. Paralelamente os Policiais Militares realizavam um aquartelamento.


 


Movimento Único


Organizadas pela CUT, todas essas categorias, junto com os policiais civis, os peritos criminais, trabalhadores rurais, e alagoanos indignados com o caos instalado em nosso estado, reuniram-se em frente à Assembléia Legislativa para protestar. O movimento saiu em caminhada pelo centro da cidade, e ocupou a Secretaria da Fazenda do Estado.


 


Foi uma ação pacífica, mas intensa. Toda a imprensa ouviu e foi obrigada a publicar as nossas denuncias. E finalmente os deputados pararam para ouvir o que os movimentos sociais tinham a dizer sobre a implantação das OSs (No dia 15 de março a própria ALE realizou uma sessão pública para discutir o assunto, mas poucos deputados estiveram presentes).


 


Audiência com os deputados


Com a manifestação, a mesa diretora da Assembléia Legislativa Estadual (ALE) marcou uma audiência com representantes do movimento e discutiu o projeto e sua aplicação. Além dos deputados Alberto Sextafeira, Antonio Albuquerque, Cathia Lisboa Freitas, Fernando Toledo, Jota Cavalcante e Judson Cabral, participaram da reunião representantes da CUT Alagoas, do Fórum em defesa do SUS, do sindicato dos enfermeiros, do Conselho Estadual de Saúde, e estudantes da Uncisal. Depois da exposição do projeto, a promotora Micheline Tenório afirmou que trata-se de uma matéria inconstitucional, e a professora Maria Valéria explicou que ele representa a privatização dos serviços públicos. Os deputados se comprometeram a não votar um projeto sem um maior aprofundamento da discussão. Mesmo o assunto estando em evidência no estado há pelo menos dois meses, e sendo pauta inclusive de uma audiência pública na própria ALE, o presidente da mesa diretora afirmou desconhecer o projeto. A favor dos trabalhadores Judson Cabral e Antônio Albuquerque se posicionaram contrários. Cathia Lisboa convidou o movimento a expor na comissão de constituição e justiça, onde o projeto tramita atualmente.


 


Novo protesto


Enquanto o projeto das OSs não for retirado da pauta, os trabalhadores não vão descansar. O próximo ato está marcado para o dia 20 de abril.


 


Fonte: InformaCUT

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