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ALE aprova reajustes após mal-estar entre Albuquerque e servidores

Por Imprensa (sexta-feira, 4/04/2014)
Atualizado em 4 de abril de 2014

Projetos foram referentes ao reajuste para servidores da Educação e carreiras de outras categorias

Em uma sessão polêmica que se estendeu pelo começo da noite desta quinta-feira (03), os deputados aprovaram, em regime de urgência, seis Projetos de Lei de origem governamental e um de autoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL), que chegou à Casa por volta das 18h.

Os projetos aprovados foram referentes ao reajuste de 8,32% para os servidores da Educação e outros relacionados às carreiras dos servidores da Uneal, Uncisal, Procuradoria Geral do Estado (PGE), Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Funesa e servidores do TCE.

O Projeto do Tribunal de Contas do Estado entrou em pauta após o pedido feito aos parlamentares pelo ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do TC, Antônio de Pádua, que está cedido à Assembleia.

Antes das votações, vários deputados criticaram o Governo do Estado pelo envio dos projetos “a toque de caixa” e lamentaram a falta de tempo para avaliar as matérias.

Mal-estar

Durante a sessão, o deputado Antônio Albuquerque (PRTB) e os servidores da Educação que ocuparam a galeria da ALE “se estranharam”. O mal-estar teve início depois que o parlamentar demonstrou não ter certeza se a votação do reajuste da categoria – e dos outros projetos urgentes, ocorreria hoje.

Diante do questionamento, os ocupantes da galeria vaiaram o parlamentar, que reagiu com indignação. “Não me intimida. Destes que estão na galeria e que vaiaram a democracia, tem uns servidores da Educação que não aprenderam a ler”, disparou.

Ele voltou a alertar sobre a fragilidade jurídica das votações em regime de urgência e, demonstrando irritação com as vaias, prosseguiu se dirigindo ao grupo: “Entre essas pessoas sempre tem um candidato a alguma coisa ou a serviço de algum candidato. É um movimento que não é absolutamente legítimo, nunca foi. Eu não posso obrigar professor a dar aula e professor não pode me obrigar a votar na Assembleia”.

Quando a sessão foi suspensa para entendimento de lideranças, Albuquerque repercutiu o episódio com a imprensa, frisando que é constitucionalmente impossível aprovar matérias que envolvem milhões em recursos e milhares de servidores em uma tarde.

Ainda sobre as manifestações da galeria, alfinetou: “Se eles aprenderam a ler e escrever, não se educaram, mas educação é coisa de berço…”.

Reunião

A polêmica só foi encerrada depois que  representantes das categorias se reuniram com Albuquerque em seu gabinete e com os petistas Judson Cabral e Ronaldo Medeiros.

Cabral classificou as vaias como “indelicadeza” e Albuquerque completou: “Fui defender vocês, explicar a fragilidade jurídica dessas votações. Mandei flores e recebi pedras, que deveriam ser entregues ao governador. Vou fazer o que vocês querem, mas estão avisados”.

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