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Associações criticam projeto que reintegra militares da reserva

Por Imprensa (quinta-feira, 29/03/2012)
Atualizado em 29 de março de 2012

Grupo com 32 militares recebeu treinamento e começa atuar na segunda

Discursos que não se afinam. Enquanto a cúpula da Secretaria de Defesa Social (Seds) comemora a reintegração de 32 militares da reserva – no projeto do Governo do Estado que visa incorporá-los em funções administrativas e de guarda patrimonial – representantes da Associação dos Subtenentes e Sargentos e da Associação dos Oficiais declararam que a estratégia do governo de aumentar o efetivo nas ruas “nasceu fracassado”.   A primeira turma de agentes especiais de militares da reserva, que conta com apenas 32 integrantes, recebeu treinamento e assumirá as funções em órgãos administrativos na próxima segunda-feira (2).

Eles substituirão os militares que deixam a área burocrática para atuar no trabalho ostensivo, nas ruas da capital e de cidades do interior.   “A previsão do governo é que 800 militares da reserva sejam reintegrados, substituindo nos departamentos burocráticos os militares que deveriam estar nas ruas. Entretanto, das 300 primeiras vagas abertas apenas 32 foram preenchidas. Menos de 11% do quantitativo almejado. Algo que comprova que este projeto já nasceu fracassado em Alagoas”, diz o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos, Teobaldo Almeida.

O fracasso, ao contrário do alarde da cúpula da Seds, que comemora a chegada dos primeiros 32 agentes especiais dos 800 previstos, é atribuído por Almeida à falta de valorização.   “A ideia no papel é interessante e já foi implantada em outros estados – Rio Grande do Norte e Pernambuco – com sucesso. Entretanto, em Alagoas o projeto falha na aplicabilidade. Sem priorizar a valorização profissional, quem deixar a reserva receberá apenas R$ 700 a mais no salário. Além disso, nos outros estados a abrangência dos setores é bem maior, o militar sai da reserva para trabalhar de forma estratégica em escolas e departamentos mais próximos da população” completa Teobaldo Almeida.

Quem também questiona a aplicação da reintegração de militares da reserva é o presidente da Associação dos Oficiais, o major Wellington Fragoso. Segundo ele a ideia nem atraiu, nem vai atrair quem estava na reserva. “O governo adota políticas confusas. Forçou a aposentadoria de militares que tinham apenas 48 anos de idade e que ainda poderiam oferecer muito a corporação. Depois, faz essa convocação atrapalhada que não motiva.

O resultado: a falta de adesão e confiança”, expõe Fragoso.   O major evidência que os problemas no efetivo da Polícia Militar de Alagoas se resolvem com concurso público e incentivos para quem estar trabalhando. “Sem incremento na base não há muito o que fazer”, revela o sargento que desconfia do sucesso do projeto em Alagoas.   REGIME – Conforme a proposta de reintegração dos militares da reserva, os agentes especiais trabalharão das 7h às 13h, na área administrativa, os que atuarão na guarda patrimonial seguirão regime de escala. O contrato de trabalho tem validade de um ano podendo ser renovado por mais um. Já os militares que estavam nestas funções serão encaminhados para os batalhões operacionais de combate ao crime, com atuações nas ruas mais perto da população.

Waldson Costa – Gazetaweb

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