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Ato público cobra celeridade no julgamento das ações coletivas do Sindpol

Por Imprensa (segunda-feira, 1/03/2010)
Atualizado em 1 de março de 2010

O Sindpol realizou ato público em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas, na Praça Marechal Deodoro, na manhã do dia 22 de fevereiro, para repudiar  a decisão da ilegalidade de greve da categoria e cobrar o julgamento das ações coletivas do sindicato, entre elas, a revisão salarial, o aumento da carga horária, a cobrança de diferença da equiparação salarial, a pagamento de URV e trimestralidade, entre outras.


O diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, informou que o Pleno do TJ deveria ter julgado o recurso do Sindpol contra  a decisão da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Elisabeth Carvalho, sobre a ilegalidade da greve dos policiais civis, e não o desembargador Washington Luís, que referendou a decisão. De acordo com o sindicalista,  algumas das ações coletivas foram ajuizadas em 1993 pelo Sindpol, e não foram julgadas, mas quando o desembargador foi julgar a greve, a decisão saiu em dois dias. “O Tribunal de Justiça tem prioridade diferenciada, ou seja, as prioridades do Poder Judiciário, não com os servidores”.


O 2º vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, destacou as precárias condições de trabalho nas delegacias, as viaturas que também não apresentam condições para diligência e muitas colocam em risco a vida dos policiais civis, a imposição do horário comercial nas distritais e nos departamentos da Polícia Civil, e o descaso do governo com as reivindicações  quando o crime não tem hora para acontecer.


O diretor da Cobrapol, José Carlos Fernandes Neto, ressaltou que a presidente do Tribunal de Justiça age contrária a história de luta da classe trabalhadora. Para o sindicalista, é um retrocesso a decisão. “Hoje não podemos deflagrar greve por tempo determinado e nem indeterminado. E os nossos direitos como ficam?” De Acordo com ele, as mulheres conquistaram espaço na sociedade, “desobedecendo às imposições de uma sociedade machista, e a desembargadora não pode retroagir a história da humanidade”, disse.


Ao final do ato, o Sindpol protocolou um ofício reiterando a solicitação de que a presidente do Tribunal de Justiça seja interlocutora das negociações junto ao governador Teotônio Vilela Filho e cobrando o julgamento das ações do sindicato. A assessoria do TJ entrou em contato com a direção do Sindpol, informando que irá dar o resultado do pedido ainda hoje à tarde.


O próximo ato público será em frente à residência do governador Teotônio Vilela Filho, na Praia da Jatiúca, na próxima quinta-feira, dia 25, a partir das 8 horas. O ato público de protesto é unificado com os policiais militares, do Corpo de Bombeiros e agentes penitenciários.


 


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