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Bairro de Maceió aumentou em 500% número de homicídios

Por Imprensa (segunda-feira, 5/07/2010)
Atualizado em 5 de julho de 2010

Cada corpo virou um número no setor de estatística da Polícia Civil de Alagoas. E eles mostram uma profecia macabra, um retrato do mundo do crime no Estado que lidera os índices de homicídios entre jovens, segundo o Ministério da Justiça: é possível prever, com poucas chances de errar, o momento quase exato em que uma bala deixa a agulha e arranca mais uma vida entre tantas já perdidas na guerra contra o crime.


 


Mote da campanha este ano, a violência e o número de mortes renderam um novo embate entre o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) na semana que passou. Lessa acusa Vilela de negligência na área de segurança; Vilela rebate e chama o discurso do ex-governador de ação eleitoral, para antecipar a campanha ao Palácio República dos Palmares. As convenções para definir a posição de cada partido e cada personagem serão feitas até o dia 30 de junho.


Pelos dados obtidos por O JORNAL, é possível perceber o crescimento no número de homicídios.


 


OS DADOS – Seguindo os frios números, mata-se mais um jovem entre 18 e 24 anos, aos domingos, à noite, entre 18 horas e 23h59, no Benedito Bentes. A cada 100 mortos, 80 são assassinados por armas de fogo. Os dados são do setor de estatística da Polícia Civil e referem-se ao mês de março. Levando-se em conta apenas Maceió, há bairros que não registraram um único homicídio neste mês. E não são os mais ricos, como se poderia pensar. Nesta lista estão Chã de Bebedouro, Ponta da Terra, Poço e São Jorge.


 


Então, o Benedito Bentes é o bairro mais violento de Maceió? A resposta é não. Comparando-se os dados de março deste ano com os do ano passado, descobre-se que no Santa Lúcia o aumento dos assassinatos foi de 500%, seguido do Benedito Bentes, 433,3%, Centro, Clima Bom e Jardim Petrópolis, com aumento de 200% e Tabuleiro dos Martins: 180%. Os assassinatos aumentaram 13,3%, nos bairros da capital.


 


Se forem comparados os números de março de 2010 com o mesmo mês de 2009, o percentual dos crimes teve variação negativa: -12,5%. Então, pode-se andar mais tranqüilo pelas ruas? Não. Quando comparados os assassinatos entre os três primeiros meses deste ano e os três primeiros do ano passado: o aumento foi de 16,5%.


 


No interior do Estado, Coruripe é o lugar que mata mais. Comparando-se os meses de março 2009 e 2010, variou-se 800%; em Ibateguara, a variação foi de 400%. Em Poço das Trincheiras e União dos Palmares, o crescimento foi de 300%. No comparativo dos homicídios, a variação foi de 37,3%.


 


E as cidades que não mataram ninguém, no comparativo março 2009/2010? Segue a lista das 28: Belém, Branquinha, Campestre, Capela, Carneiros, Chã Preta, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Igreja Nova, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Jequiá da Praia, Jundiá, Major Izidoro, Maravilha, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar, Pariconha, Pindoba, Porto de Pedras, Santana do Mundaú, São Miguel dos Milagres e Tanque D’Arca.


 


O JORNAL ouviu relatos de autoridades. As reclamações são velhas, mas a principal delas: a polícia está nos tempos analógicos e o crime descobriu a modernidade- a era digital. O “GPS” da polícia são os velhos rádios HP, o equipamento que chia enquanto os policiais se contorcem para registrar crimes com papel e caneta.


 


Site do O JORNAL

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