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Cartilhas vão orientar policiais e cidadãos sobre comportamento em situações diversas

Por Imprensa (quarta-feira, 2/02/2011)
Atualizado em 2 de fevereiro de 2011

Preocupada com as situações que vêm sendo retratadas nos noticiários brasileiros, a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) resolveu desenvolver dois projetos ousados. O primeiro é a criação de uma cartilha para os policiais civis com orientações sobre como ele deve se comportar no ambiente de trabalho, uma espécie de manual de conduta dos policiais com os usuários do serviço que prestam, em especial dentro das delegacias.


“O objetivo é traduzir em uma linguagem acessível para todos o que diz a própria legislação. Até mesmo para que o policial possa explicar à população que muitas vezes o seu trabalho é prejudicado pelo próprio Sistema, que mantém equipamentos obsoletos nas delegacias, não oferece veículos suficientes para as ações policiais e, na maioria das vezes, sequer disponibiliza um efetivo policial adequado às delegacias para que estas possam exercer as atividades de investigação e atendimento ao público ao mesmo tempo”, conclui Jânio Bosco Gandra, presidente da Cobrapol.
   
A outra parte do projeto é destinada a todos os cidadãos brasileiros e estrangeiros que vivem ou passam pelo país. Neste caso, a intenção é criar um manual que possa ajudar as pessoas a sobreviverem em situações de risco, como assaltos à mão armada, sequestros, entre outros crimes violentos, e, principalmente, a evitar situações que facilitem a ocorrência do crime. De acordo com dados estatísticos sobre a criminalidade no país, 77% dos cidadãos estão aptos a serem assaltados e a morrer ao reagir. “É isso que queremos evitar. São orientações muitas vezes simples, como não ficar parado com o carro em lugares escuros ou sem movimentação de pessoas, mas que podem salvar vidas”, argumentou Gandra.
   
As cartilhas também trarão uma espécie de radiografia da criminalidade no país e uma lista com os números de telefones úteis, como emergência, Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, Delegacias de Violência à Mulher, etc. E, para os policiais, a cartilha também trará dicas sobre assédio moral e outros crimes contra o servidor público. Para que todo esse trabalho não seja esquecido numa gaveta, a Cobrapol decidiu confeccionar a cartilha no formato de um manual de bolso, que possa estar sempre à mão. “Faremos um lançamento nacional e outros regionais, pois as cartilhas serão padronizadas por estado. É uma ação grande, por isso, ainda não podemos prever uma data definitiva. Mas adianto que tudo isto ocorrerá ainda este ano”, afirmou.
   
As cartilhas integram a campanha do Movimento pela Valorização do Policial, que tem como centro a criação do Piso Salarial Nacional, cujo projeto tramita no Congresso Nacional na forma da Emenda Aglutinativa nº 2/2010 (PECs 446/300). A matéria foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, mas teve sua tramitação interrompida em função de um acordo de lideranças da Casa e o governo. Por esta razão, os policiais de todo o país têm realizado manifestações nacionais pró-PECs 446/300. No último dia 29 de janeiro, a mobilização foi em Fortaleza, com uma caminhada na Avenida Beira-Mar que reuniu mais de quatro mil pessoas. A próxima atividade será em Brasília, dia 22 deste mês, com um grande ato e diversas ações. Salvador será no dia 28 de fevereiro, dia 26 de março foi escolhida a cidade de Manaus. Nos meses de abril e maio, acontecem respectivamente nas cidades de Cuiabá e São Paulo. Os atos irão percorrer todas as capitais que sediarão os jogos da Copa de 2014. 
   
Giselle do Valle –  Imprensa Cobrapol

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