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Collor: Explosão e morte de policial são culpa do governador

Por Imprensa (sábado, 22/12/2012)
Atualizado em 22 de dezembro de 2012

’Durante o programa Conversa de Botequim, senador alagoano condenou a existência de um paiol dentro de área urbana

Fernando Collor comemora com lideranças políticas 9 prefeitos eleitos, 13 vice-prefeitos e 107 vereadores durante almoço em hotel na Ponta Verde A gestão do governador de Alagoas Teotonio Vilela Filho (PSDB) foi o principal tema discutido pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB) e o jornalista Plínio Lins, durante o programa Conversa de Botequim, conduzido pelo comunicador social, na noite desta quinta-feira (20), num restaurante da orla da praia de Pajuçara. O parlamentar petebista condenou a administração tucana, afirmou que Vilela não tem pulso firme para combater a violência e culpou o chefe do Poder Executivo pela explosão na Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) que matou uma policial civil e deixou outros três agentes feridos.

A entrevista durou cerca de uma hora e meia e lotou o restaurante Anamá. Políticos, autoridades e correligionários prestigiaram a participação do senador alagoano no programa. E o primeiro tema em debate foi a explosão na Deic, desastre que destruiu a sede da delegacia e deixou um saldo de uma pessoa morta e outras três feridas. “O governador tem que honrar as calças que veste, sair de casa e ir visitar a família da Amélia Dantas (que entrou em óbito ainda no local) e dos demais agentes que ficaram feridos. Também tem que ir à residência dos moradores que tiveram suas casas parcialmente atingidas e pedir desculpas a todos eles”, afirmou Fernando Collor de Mello.

“A explosão e a morte da policial são culpa do governador. Como é que uma governante permite que um paiol fique instalado numa região densamente povoada, cercada por casas e prédios comerciais? No mínimo, esse armamento e os artefatos deveriam estar num local afastado da região central da cidade. Como se já não bastasse o clima de insegurança que toma conta de Alagoas, ainda temos que ser surpreendidos com algo desse tipo? Foi com profunda consternação e tristeza que recebi a notícia sobre o desastre. Aos familiares das vítimas, a minha mais extrema solidariedade. E espero que, depois desse acidente, o governador possa se comprometer, em público, a não mais instalar um paiol numa localidade tão cheia de residências e comércio. Será o mínimo que ele poderá fazer a partir de agora”, disse o senador.

‘Governo para usineiros’

O petebista condenou a administração de Teotonio Vilela em diferentes áreas de atuação e garantiu que a maioria das obras realizadas pelo Estado recebe recursos federais. “Obras com recursos próprios eu não tenho conhecimento. O que sei é de uma grande obrada feita pelo governador durante as eleições de 2010, quando ele jogou um monte de lama nos limites entre várias cidades para tentar convencer o povo que estava melhorando as estradas. Inclusive, exatamente por estar cometendo um erro, foi movida uma ação contra ele no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Não existia previsão orçamentária para aquilo e, mesmo assim, ele o fez. Isso significa dizer então que, a qualquer momento, ele até pode perder o mandato”, alfinetou Collor.

E as críticas continuaram: “Nunca se viu tanto abuso de poderes político e econômico de uma só vez. O governador usou a máquina do Estado para vencer as eleições e todo mundo sabe disso. Ele também mente para o povo, engabela a sociedade, faz uma política de enganação e, quando fala, é só conversa mole. É o Téo balela. E, para complementar, seu governo serve de cabide para os usineiros. Não pode um só grupo dominar as esferas da política e da economia de Alagoas.

Nosso grupo está unido e vai conseguir, nesses próximos dois anos, mostrar à sociedade as fraquezas, mazelas e descompromissos desse governo”, prometeu.

CPI do Cacheira e relação com a revista Veja

Fernando Collor voltou a ser questionado sobre a sua atuação na CPI do Cachoeira, Comissão que investigou os lobbys praticados pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, envolvendo autoridades e empresas. O senador, dentro do Congresso Nacional, é o maior crítico do procurador-geral da República Roberto Gurgel. O parlamentar alega que Gurgel tinha conhecimento de diversas denúncias contra o bicheiro desde 2009, mas que, desde então, não avançara nas investigações. Elas só teriam sido retomadas após a deflagração da operação Monte Carlo, ocorrida em Goiás, no início deste ano.

“Foi uma CPI complicada e a pressão foi tão grande em cima do presidente da Comissão que ele chegou a ceder e excluiu do relatório final os capítulos que falavam sobre a omissão e prevaricação do procurador Roberto Gurgel e a participação criminosa da revista Veja nos esquemas do senhor Carlos Augusto Ramos. Trabalhei muito para tentar reverter a situação e ainda consegui fazer com que o Congresso pudesse chamar à responsabilidade o procurador-geral da República. Eu não vou largar dos pés dele porque sei que a razão e a verdade estão ao nosso lado. O procurador Roberto Gurgel engaveta ações e dá andamento a elas quando lhe é conveniente, usa o poder que tem como moeda de troca”, disparou o petebista.

“E sobre a revista veja, todos já sabem o que penso daquele pasquim. Ela é a principal cúmplice do Cachoeira e tem participação criminosa nos esquemas ilícitos dele. Para mim, aquilo ali é um coito de bandidos”, declarou o senador.

Planos futuros

Fernando Collor de Mello confirmou que será candidato à reeleição em 2014. Ele disputará, novamente, o cargo de senador da República, mandato que tem a duração de oito anos. “Serei candidato ao Senado mais uma vez. Quanto ao governo do Estado, nosso grupo deverá indicar o senador Renan Calheiros (PMDB). A candidatura dele já é forte e vitoriosa. A oposição não tem nomes e nem histórico para a sucessão do atual governador”, argumentou o parlamentar.

Collor deverá disputar a cadeira do Senado com Teotonio Vilela Filho. “Não entrarei aqui em detalhes, mas, quero que o governador tente se recordar a forma como ele venceu a eleição para o Senado em 86. Algumas pessoas sabem o que aconteceu. Então, estou confiante”, afirmou o petebista.

Durante a entrevista, o senador defendeu ainda a igualdade entre os três poderes, alertou para as consequências desastrosas que podem ocorrer por conta da judicialização da política e condenou  estrelismo no Judiciário.

Gazetaweb

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