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Com mais de 2.200 mortes, número de homicídios é o maior em três anos

Por Imprensa (terça-feira, 20/12/2011)
Atualizado em 20 de dezembro de 2011

Números revelam a escalada da violência; droga é apontada como causa


Com mais de 2.200 mortes, número de homicídios é o maior em três anos


Vinda da Força Nacional, reforço da segurança nas áreas críticas, projetos e programas de combate à violência como Ronda Cidadã e Bases Comunitárias não têm conseguido diminuir os crimes de homicídios em Alagoas, que avançam pelo interior. As pesquisas revelam que há algo de errado, que não houve avanço na segurança pública.


Situações rotineiras agora, mais do nunca, expõem famílias ao risco de serem alvos de criminosos. A cada ano os números só têm revelado a situação de insegurança que o alagoano sente na pele ao mandar seus filhos para a escola, ao ir a um restaurante e quando vai a uma agência bancária.


Segundo fontes consultadas pela Gazetaweb, dados oficiais apontam que 2011 foi um dos anos mais violentos, superando o número de homicídios em relação a outros períodos. Em 2009, por exemplo, do dia 1º de janeiro a 15 de dezembro foram assassinadas com arma de fogo, arma branca ou por espancamento 1342 pessoas em Maceió e região. Já em Arapiraca e municípios do Agreste e Sertão, neste mesmo período, foram registrados 598 casos, totalizando 1940 mortos.


Em 2010, de 1º de janeiro a 15 de dezembro do mesmo ano foram assassinadas 2127 pessoas em Alagoas. Dessas, 1499 vítimas tombaram na capital e cidades cobertas pelo Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima em Maceió e cidades mais próximas. No Agreste e Sertão foram 628. Este ano, até o dia 15 de dezembro foram contabilizadas no estado 2291 vítimas de crimes de homicídio.


Mapa da Violência


Segundo dados do Mapa da Violência 2012 divulgado pelo Instituto Sangari nessa semana, desde 2006 Alagoas continua sendo o lugar onde mais se mata no Brasil. Na contramão de outros estados, aqui a taxa de homicídios aumentou de 2009 para 2010, enquanto que a taxa nacional ao contrário, caiu.


No Estado, 66,8 pessoas são assassinadas em cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2009, eram 59,9. Já no Brasil, no mesmo período, a taxa foi reduzida de 27 para 26,2. Apesar de a criminalidade avançar para o interior, Maceió continua liderando a taxa de homicídio em relação a outras capitais.


De acordo com o Mapa, elaborado a partir de números oficiais dos ministérios da Justiça e Saúde, entre 1980 e 1999, as taxas de homicídios de Alagoas acompanhavam bem de perto as nacionais. Mas de 1999 até 2010, os assassinatos aumentaram no Estado, registrando crescimento de 228,3%.


O comandante de Policiamento da Capital, tenente-coronel Gilmar Batinga, acredita que há relação direta entre os assassinatos principalmente de jovens e as drogas. “Existem muitos problemas de jovens com as drogas aqui. Ela é um elemento motivador, por causa da droga se mata e morre”, declarou o militar. Gilmar Batinga conta que é importante que os pais estejam mais perto dos seus filhos. “Os pais tem que se envolver mais na criação dos filhos. Se o pai não toma conta, o traficante toma. É preciso colocar limites”, acrescentou.


Sobre a atuação da Polícia Militar em Maceió e região metropolitana, que registram maiores taxas de homicídios, o comandante do CPC revela que a PM está trabalhando e têm aumentado os casos de apreensões de drogas e prisões. “A PM está fazendo trabalho preventivo e ostensivo e existe previsão de concurso para a polícia militar no próximo ano”, acrescentou.


Homicídios


A delegada Sheila Carvalho é titular da delegacia de Homicídios, especializada que cobre apenas parte de Maceió, investigando crimes nas regiões do 2º, 8º e 10º distritos policiais. Lá foram instaurados somente este ano cerca de 190 inquéritos. “Os homicídios que acontecem na periferia em sua maioria têm relação com o tráfico de drogas”, declarou a delegada.


De acordo com informações do Mapa da Violência, a capital, Maceió, continua concentrando praticamente a metade dos homicídios do estado, com uma taxa pouco vista no histórico dos 30 anos nas capitais brasileiras: 109,9 homicídios em 100 mil habitantes. Mas também o segundo município em ordem de tamanho: Arapiraca, fora inclusive de sua região metropolitana, não fica muito atrás: 104,2 homicídios em 100 mil habitantes, quando no ano 2000 tinha 31,1.


Gazetaweb:  Regina Carvalho

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