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Comoção, revolta e protesto marcam sepultamento da sindicalista e policial Amélia

Por Imprensa (sábado, 22/12/2012)
Atualizado em 22 de dezembro de 2012

O sepultamento da sindicalista e policial civil Maria Amélia Lins Costa, na tarde da sexta-feira (21), no Campo Santo Parque das Flores, ocorreu em clima de revolta, comoção e protesto.

Parentes, amigos e colegas de trabalho da vítima lamentaram a morte da companheira Amélia Dantas e cobraram apuração da explosão na Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que matou a sindicalista. O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, amarrou fitas pretas nos braços dos policiais, simbolizando o luto pela morte da colega.

O vice-diretor do Sindpol, Jorge Luiz, prestou homenagem a policial, destacando sua atuação como sindicalista e sua luta em defesa da categoria.

Sindpol realiza carreata

Após o sepultamento da sindicalista Maria Amélia Dantas, o Sindpol organizou uma carreata com ‘buzinaço’ pelas avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima até o Palácio República dos Palmares para realização de ato público de protesto contra o descaso do Governo do Estado com as condições de trabalho da Polícia Civil.

O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, destacou que por conta da incompetência do governo, a companheira Amélia faleceu. “Ela que sempre alegrava a todos, atuante e prestativa foi vítima desse descaso do Governo”, lamentou.

O policial civil José Carlos Fernandes Neto, o Zé Carlos, descreveu Amélia Dantas como uma mulher guerreira que estava sempre disposta a ajudar. “Ela morreu por que chegou a hora? Não! Porque esse usineiro, que está no poder e controla o Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas e os meios de comunicação, trata os trabalhadores com descaso. Ele nasceu em berço de ouro, e não tem sensibilidade para resolver os problemas da população e dos servidores públicos”, disse.

O policial defendeu o fechamento da Central de Polícia que funciona precariamente e estar sem condicionares de ar, além de não atender a demanda da população por segurança.

Zé Carlos também denunciou os milhões de reais que o Governo do Estado gasta com propagandas nos meios de comunicação em detrimento ao que se investe em segurança pública no Estado.

Protesto unificado

Na manifestação, os moradores, que residem nas proximidades da Deic, e tiveram danos nos imóveis por conta da explosão, também cobraram do governador Teotônio Vilela Filho reparação.

Uma moradora disse que irá ajuizar ação por danos morais e materiais contra o Estado de Alagoas. O edifício onde ela mora ficou com várias rachaduras e a maior parte dos apartamentos teve os vidros das janelas quebrados.

A professora Fernanda de Queirós informou que o teto da sua minha casa caiu. E até agora o Governo do Estado não deu um posicionamento aos moradores prejudicados. “Ele disse na imprensa que irá ressarcir os prejuízos, mas até agora nada. Estou dormindo em cima dos entulhos. Têm idosos que tiveram que sair de suas casas por conta danos físicos provados pelo incidente”, protestou.

 

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