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Delegacia de Roubos de Maceió enfrenta problemas pela falta de informação

Por Imprensa (sexta-feira, 30/12/2011)
Atualizado em 30 de dezembro de 2011

Data: 30/09/2011


Governador diz que serão utilizadas três viaturas e cerca de 20 agentes
A Delegacia de Roubos da Capital, inaugurada na última segunda-feira (26), no Tabuleiro do Martins, em Maceió, enfrenta problemas antes mesmo de completar uma semana de funcionamento. Isso porque, segundo o próprio delegado responsável pela especializada, Mário Jorge Barros, a população não tem conseguido distinguir as ações criminosas, de modo que estariam a procurar, desnecessariamente, a Delegacia de Roubos para o registro de furtos, por exemplo.


Por outro lado, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL) critica o que considera ser um projeto mal elaborado, pois, segundo a entidade, o mesmo não foi debatido com os agentes, cobrando ainda a descentralização dos serviços ofertados pelos órgãos de segurança pública de Alagoas.


“Cada bairro deveria ter sua própria delegacia. Mós defendemos postos funcionando vinte e quatro horas por dia, porque entendemos que o cidadão não pode vir a ser prejudicado, tendo de enfrentar uma situação constrangedora depois de ter sido assaltado, por exemplo”, comentou um dos diretores do Sindpol, Josimar Melo, reportando-se ao modelo adotado pela Secretaria de Defesa Social com a implantação da Central de Polícia, que concentra praticamente todas as ocorrências registradas nos finais de semana.


“É por isso que o Governo do Estado deixou de receber recurso federal na ordem de quarenta milhões de reais, já que não se enquadra nas recomendações da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Não concordamos com a centralização de absolutamente nada”, reforçou Josimar, lembrando que uma vítima de roubo que resida no Tabuleiro do Martins `não vai sair da parte alta da cidade para registrar a ocorrência em local tão distante’.


“Se o cidadão não busca o Boletim de Ocorrência, então o crime sequer vira estatística. Ou seja, o mesmo não será apurado porque a polícia não tomou conhecimento do fato. Além disso, por não virar estatística, o Governo acaba, de uma forma ou de outra, maquiando os números da violência, reduzindo, forçosamente, os registros de crimes de menor potencial ofensivo, como o roubo de um celular”, analisou Josimar Melo, reforçando que o projeto do governo estadual para a Segurança Pública `foi mal elaborado por considerar apenas as opiniões dos tecnocratas’.


`Iremos mostrar resultados’


A reportagem da Gazetaweb também conversou com o titular da Delegacia de Roubos da Capital, delegado Mário Jorge Barros. Para ele, o problema residiria no fato de a população desconhecer a tipicidade de cada crime. “É claro que compreendemos o momento de apreensão quando se é assaltado. Mas o cidadão não sabe separar o roubo do furto, motivo pelo qual algumas pessoas acabaram nos procurando para o registro de furto, cuja investigação não nos compete”, explicou o delegado.


Ainda de acordo com Mário Jorge, os colegas delegados precisam também atentar para a necessidade de conscientização das possíveis vítimas. “Quando o cidadão estaciona o carro, retorna e não mais o encontra, tem-se o furto. Se o bandido levar apenas o som automotivo, temos outro caso de furto. Já no caso de ameaça, mesmo que o acusado esteja a simular portar uma arma de fogo, aí sim temos o roubo”, emendou o delegado, acrescentando que a Delegacia de Roubos também apura os casos de latrocínio, por se tratar de um roubo qualificado.


“Mas a autoridade policial sabe orientar o cidadão, a fim de que o mesmo não venha a se prejudicar. No nosso caso, garanto que, muito em breve, estaremos a noticiar a prisão de quadrilhas que já investigamos”, assegurou o delegado, acrescentando ter trazido parte de sua equipe, de São Miguel dos Campos para a especializada em Maceió. “Ainda estamos fazendo este remanejamento estrutural e de policiais, já que assumimos somente na última segunda. Mas acredito na missão que me foi conferida e temos plenas condições de desempenhar um bom trabalho”, reforçou.


Ainda à Gazetaweb, o delegado disse que a criação da Delegacia de Roubos, `por si só, não vai resolver o problema’. “Mas a intenção é a melhor possível e vamos trabalhar com empenho. Até porque as críticas são naturais. Se esta delegacia estivesse em qualquer outro bairro, também estariam a criticar”.


Gazetaweb – com Bruno Soriano

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