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Delegacia em Maceió armazena de forma inadequada produtos tóxicos

Por Imprensa (quarta-feira, 26/12/2012)
Atualizado em 26 de dezembro de 2012

Com embalagens rasgadas, carga de fertilizantes fica exposta, diz Sindpol. Delegado aguarda inquérito para solicitar transferência da carga.

Em meio a veículos sucateados que se amontoam junto ao mato que toma conta do prédio da Delegacia de Roubo e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), que fica localizada na área do Detran, no Pontal da Barra, uma carga apreendida de fertilizantes chama a atenção de quem circula pelo local. O motivo é que o produto, que é tóxico, encontra-se espalhado na entrada da delegacia sem nenhum cuidado ou proteção. A informação é do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol).

Armazenado de forma inadequada, os fertilizantes – em granulado e em pó – estão em sacas de 50 quilo que foram desgastadas pela ação do tempo. Sem a proteção do fabricante, o material encontra-se exposto ao sol e à chuva, e ao contato direto das pessoas e animais que circulam pelo lugar.

A reportagem do G1 chegou ao local após informações de representantes Sindpol, que fizeram a denúncia durante o enterro da agente policial que morreu após a explosão da Delegacia de Recursos Especiais do Tigre, na Deic.

“A situação de risco nas delegacias são constantes. Se na área da cidade existia explosivos, no interior há celas superlotadas de presos, na delegacia de roubo de cargas, no Pontal, entre a lagoa e o mar, há produtos químicos abandonados”, relatou o presidente do Sindpol, Josimar Melo dos Santos.   Sem saber precisar o tempo que as toneladas de fertilizantes ocupam a entrada da delegacia, o agente que estava de plantão, e que preferiu não se identificar, contou que o produto é fruto de apreensão durante operação policial. “Isso está ai há tanto tempo que as embalagens já rasgaram e algumas delas petrificaram”, contou.

Insalubridade – Por telefone o delegado responsável pela DRFVC, Valdir Silva de Carvalho, disse a reportagem do G1 que ainda não fez o pedido para remoção do material tóxico da delegacia porque ainda não conseguiu localizar o inquérito que relata a apreensão da carga.

“Tenho apenas quatro meses na Delegacia de Roubo de Veículos e Cargas e este material quase dois anos. Estamos tentando localizar o inquérito, que pode estar na comarca de Coruripe, para de imediato pedir a transferência dos fertilizantes. Até porque temos consciência que aquela carga é insalubre para todos que frequentam a delegacia, e que ela não está armazenada da maneira correta”, falou Valdir Carvalho.

Devido à ação do tempo sacas com agrotóxicos estão rompidas   “Este produto é tão perigoso que há critérios para o manuseio deles e até mesmo para o descarte das embalagens. Portanto, não é recomendável que este material fique exposto ao tempo e ao contato de pessoas e animais. Tanto o vento como a chuva podem carregar partículas e contaminar lençóis freáticos e ambientes, provocando males a saúde”, enfatizou Flores.

Ao recomendar procedimentos para evitar impactos ambientais, o consultor disse que é importante que a carga de fertilizante seja retirada da delegacia o quanto antes e encaminhada para um local adequado. “É isto deve ser feito por profissionais, que sabem a forma adequada de fazer o transporte, em tambores fechados, e a destinação correta para evitar problemas”, completou.

Waldson Costa Do G1 AL

 

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