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Deputados saqueiam cofres, mas vândalos são os manifestantes

Por Imprensa (sábado, 5/11/2011)
Atualizado em 5 de novembro de 2011

O escárnio da Assembléia Legislativa de Alagoas, do governo Téo Vilela e da imprensa alagoana com o povo é algo surreal. Destacar a revolta de trabalhadores como “vandalismo” é cínico, muito cínico. Em plena manifestação dos servidores da segurança pública por reajustes salariais, os parlamentares do legislativo estadual votaram a derrubada do veto do Governo alagoano ao reajuste salarial de 109% concedido pelos deputados a si mesmos.
 
Agora pense que você é um servidor público que põe sua vida em risco diariamente, ganha pouco e ainda recebe 5,9% de reajuste salarial em duas parcelas. Que enquanto o Governador se nega a negociar melhores condições, a Justiça cassa o teu direito de greve. E no momento em que você protesta em frente ao parlamento, dito “a casa do povo”, os deputados se presenteiam com um reajuste salarial de 109%. Com um detalhe, você não é um inseto e, portanto, não tem sangue de barata. O que você faria?
 
Pois é. Foi exatamente isso o que os trabalhadores ali fizeram. Reagiram indignados com tanto desrespeito. Mas, dia seguinte, a imprensa subserviente de Alagoas estampa o suposto “vandalismo”, a “violencia” dos manifestantes. Vandalismo, não, direito de defesa. Se alguém entra na sua casa e tenta te agredir ou te roubar e você reage é direito de defesa. E Alagoas é propriedade dos alagoanos. A Casa de Tavares Bastos deveria ser a “casa do povo”, conforme já dissemos, e essa casa foi roubada em R$ 300 milhões até onde a Polícia Federal apurou. E mais, a sangria continua. São centenas de apadrinhados empregados com o dinheiro público. Ninguém, absolutamente ninguém sabe quando ganha e quanto gasta um Deputado Estadual alagoano. Ou seja, nós continuamos assistindo a “nossa casa” sendo vilipendiada. Sem reação?
 
Não. Finalmente alguém reagiu. Lamentavelmente não conseguiram ocupar aquele prédio histórico, mais uma vez, e por contra a parede os desqualificados que estão a tripudiar da miséria do nosso povo. Pena mesmo que não vimos se repetir o agosto de 1997 quando o povo encurralou seus algozes e pôs para fora Divaldo Suruagy.


Por Moraes Júnior


Fonte: http://www.conexaopenedo.com.br/c2/artigos/5330.html

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