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Em nota, Sindpol responsabiliza Governo do Estado pela morte da policial sindicalista

Por Imprensa (sexta-feira, 21/12/2012)
Atualizado em 21 de dezembro de 2012

Nota

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) vem a público manifestar sua indignação com o descaso das condições de trabalho na Polícia Civil, que vitimou a sua Delegada Sindical e policial civil Maria Amélia Dantas, na última quinta-feira (20).

Amélia Dantas estava no plantão na Divisão de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil de Alagoas, executando suas funções policiais, quando houve a explosão de artefatos, que a vitimou. A policial era uma das profissionais mais qualificada da Polícia Civil, possuía curso superior em Serviço Social e tinha vários cursos promovidos pela instituição policial e pela Secretaria Nacional Segurança Pública (Senasp). Era uma policial competente e preparada.

De forma inadequada e por improviso, uma sala da delegacia da Deic estava sendo utilizada para guardar dinamites e explosivos, recolhidos nas apreensões de artefatos usados nos assaltos à banco. No entanto, a Divisão não possuía nenhuma condição física e estrutural  de armazenamento de materiais dessa natureza.

O descaso tirou a vida de uma profissional e sindicalista atuante. Amélia Dantas sempre esteve presente em todas as atividades de luta dos policiais. Participou da luta pela aprovação do novo piso salarial dos policiais. Marcou presença nas mobilizações pela implantação do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios. A policial civil, que juntamente com a diretoria do Sindpol, vinha registrando e denunciando as condições insalubres das delegacias do interior de Alagoas, foi vítima fatal das precárias condições de trabalho.

A morte da sindicalista é mais uma sentida por todos os policiais civis, amigos, familiares e população, e é uma das piores tragédias já registrada na Polícia Civil de Alagoas, que não somente colocou em risco a vida dos profissionais de segurança pública, mas de toda a população alagoana.

Em média, 50 policiais civis circulam na Deic, diariamente, e existiam mais de 100 quilos de explosivos no local sem nenhuma devida precaução. O Sindpol cobra apuração do ocorrido e responsabiliza o Governo do Estado pelo descaso, pelo sentimento de insegurança e pelas precárias condições de trabalho nos serviços públicos alagoanos.

Além do perigo constante da morte que esses profissionais estão sujeitos por combater a criminalidade em Alagoas, eles também sofrem com o sucateamento da Polícia Civil.

A diretoria

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