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General, coronéis e um capitão são presos por determinação da Justiça

Por Imprensa (segunda-feira, 23/04/2012)
Atualizado em 23 de abril de 2012

Pedido foi feito pelo Gecoc, que apura irregularidades na aquisição de alimentos para o sistema prisional

O ex-secretário de Defesa Social de Alagoas, general do Exército Edson Sá Rocha, está entre os alvos de mandado de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital a pedido do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc). Além dele, dois coronéis, um capitão da PM, um policial civil, um empresário e mais quatro pessoas foram presas, no começo da manhã desta segunda-feira (23). A ação faz parte dos desdobramentos da Operação Espectro.

O mandado de prisão em desfavor do general já foi encaminhado para o Exército Brasileiro para que possa ser cumprido. Como ele é militar, deverá ficar recolhido em um dos batalhões das Forças Armadas.

Foram presos, ainda, os coronéis Luiz Nascimento Bugarin e Erivaldo Albino dos Santos e o capitão Armando Leite da Silva. Foram identificados ainda o policial civil de prenome Hibernon e o empresário Luiz Carlos Sabe-se que todos eles tinham ligações do sistema prisional de Alagoas. Os oficiais já passaram pelo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió.

A medida foi tomada por conta de irregularidades verificadas no fornecimento de alimentos para o sistema penitenciário. As investigações dão conta de que houve desvio de recursos.

Mais uma pessoa deve ser presa pelo mesmo motivo. Os oficiais da PM devem ficar recolhidos na Academia da Polícia Militar, no Trapiche da Barra, em Maceió. Os demais vão para Casa de Custódia.

Operação
A Operação Espectro, quando foi desencadeada, no dia 6 de março, resultou na prisão de oito pessoas acusadas de envolvimento em esquema de sonegação fiscal que teria lesado o Estado, em cerca de R$ 300 milhões. A operação, cujas investigações começaram há um ano, envolve 140 policiais, com 17 mandados de prisão e 34 de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. A quadrilha, segundo a polícia, especializou-se em fraudar licitações na Secretaria de Estado Defesa Social, quando da gestão do ex-secretário Paulo Rubim.

De acordo com o Gecoc do Ministério Público Estadual (MPE), a operação é fruto de solicitação da Controladoria Geral do Estado, que, após levantamento pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), estranhou processo relativo à emissão de notas fiscais pelas empresas investigadas.

Gazetaweb

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