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Mais de 700 assaltos a coletivos deixaram de ser investigados em AL

Por Imprensa (quinta-feira, 17/11/2011)
Atualizado em 17 de novembro de 2011

Coletivos são alvo frequentes de assaltoCentenas de assaltos a transportes coletivos em Alagoas deixaram de ser investigados de 2009 a 2011. Os dados foram colhidos pelo promotor Flávio Gomes da Costa – da Promotoria de Controle Externo de Atividade Policial do Ministério Público Estadual. Em reunião nesta sexta-feira, dia 17, com representantes da Polícia Civil e Militar, o MP pretende traçar um plano de ações para coibir este tipo de ação criminosa.


Os dados colhidos apontam que 777 Boletins de Ocorrência (BOs) foram registrados desde 2009 por cobradores e motoristas vítimas da ação de bandidos durante o trabalho. A maioria dos BOs não chegou a ser investigado através de inquéritos policiais.



De acordo com o delegado Arnaldo Soares de Carvalho, diretor de Polícia Judiciária Metropolitana, a falta de comparecimento de vítimas para prestar depoimento teria prejudicado as investigações. O plano de ações prevê a abertura de inquérito nos 777 BOs registrados, na tentativa de solucionar os crimes e a abertura de inquéritos em todos os boletins registrados a partir de hoje, relativos a assaltos a coletivos.



Dezessete distritais ficarão responsáveis pelos 777 inquéritos. A previsão do diretor de Polícia Judiciária Metropolitana é de que estes novos inquéritos sejam concluídos no prazo de um ano.



Junto à Polícia Militar foi firmado o compromisso em ampliar o policiamento ostensivo. O Comando de Policiamento da Capital (CPC) deverá implantar nos bairros o mesmo trabalho que está sendo realizado pelo 1° Batalhão de Polícia Militar no Vergel do Lago. Segundo a PM, o trabalho vem trazendo resultados positivos.



A falta de ações por parte das instituições de segurança é avaliada pelo promotor como um incentivo à impunidade no estado. Flávio Gomes lembrou também que é preciso que todos os órgãos façam sua parte para combater o crime. “É uma máquina que se um falhar não adianta. Se a Polícia Militar prende e a Polícia Civil não investiga, não tem como se manter um preso. Vamos cobrar agora que todas as autoridades façam a sua parte. Entendemos os limites, mas vamos ter que fazer as cobranças”, completou Flávio Gomes.


 


 Flávia Duarte / Alagoas24Horas

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