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Milhares de policiais cobram melhoria salarial em passeata

Por Imprensa (quinta-feira, 28/04/2011)
Atualizado em 28 de abril de 2011

Policiais militares decidem aquartelamento a partir do dia 2, caso governo não atenda a reivindicação

Quase três mil policiais civis, militares e agentes penitenciários saíram em passeada pelo Centro de Maceió mostrando a força da unificação da luta dos profissionais de segurança pública contra o descaso do governador Teotônio Vilela Filho com os salários das categorias.


 


A passeata ocorreu após a realização da assembleia unificada dos policiais militares, na Praça Marechal Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça, na última terça-feira (27).  O Movimento Unificado dos Profissionais de Segurança Pública voltou a recusar a proposta salarial de 5,91% do Governo do Estado e exigir dignidade salarial.


 


Os manifestantes teceram críticas ao Judiciário Alagoano que vem reprimindo os movimentos paredistas em Alagoas. O diretor da Cobrapol, José Carlos Fernandes Neto, o Zé Carlos, reafirmou a unidade dos policiais, destacando que se prender um policial, terá que prender todos.


 


Durante as exposições das lideranças, o diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, defendeu a atenção aos contratos e reformas realizadas pelo Governo do Estado. O sindicalista citou o contrato sem licitação de R$ 5,278 milhões com a empresa Macroplan – Prospectiva, Estratégia e Gestão para prestação de serviço de assessoramento e as reformas desnecessárias e orçamentos suspeitos nas delegacias de Maceió, quando a maioria já havia passado por reformas recentes.


 


Pleitos


Os policiais civis estão em greve reivindicando 60% da remuneração dos delegados de polícia. Já os militares querem reajuste salarial de 7%, correção dos quinquênios e perdas salariais corrigidos por ação na Justiça e que, até agora, desde o governo passado, não foi implantado. “A tropa está insatisfeita. O problema é que temos uma hierarquia a seguir, senão já estaríamos parados como os policiais civis” – declarou cabo José Soares, presidente da Associação de Cabos e Soldados.


 


O presidente da Associação dos Oficiais Militares, major Wellington Fragoso, declarou que o prazo para um posicionamento definitivo por parte do governo, no que se refere a um novo percentual de reajuste diferente dos 5,91%, se vence na sexta-feira (29). “Caso não seja positivo, sairemos para as ruas. Será aquartelamento ou Operação Padrão” – disse Fragoso.


 


Ao chegar a frente ao Palácio do Governo, as lideranças militares, a exemplo do presidente da Associação dos Praças, Wagner Simas, informaram que se o governo não atender o pleito dos militares, os policiais vão se aquartelar. O presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, Jarbas Souza, informou que os agentes penitenciários entrarão em greve a partir do dia 2 de maio.


 


A passeata se encerrou com um cerco dos policiais civis, militares e agentes penitenciários ao redor do Palácio do Governo, simbolizando a prisão do governo pelos 8.198 assassinatos em quatro anos.

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