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Ministra pede punição aos policiais que despiram escrivã à força

Por Imprensa (quarta-feira, 23/02/2011)
Atualizado em 23 de fevereiro de 2011

A ministra dos Direitos Humanos pediu hoje punição aos policiais que despiram e revistaram à força uma escrivã em São Paulo. O Jornal da Band revelou com exclusividade, na última sexta-feira, as imagens do abuso de poder. A policial acusada de cobrar propina foi algemada antes de ter a roupa retirada pelos colegas.


Maria do Rosário ficou indignada ao ver as imagens exibidas em primeira mão pela Band, da prisão de uma policial civil, acusada de corrupção. No vídeo, policiais da corregedoria arrancam as roupas da acusada em busca de provas. A ministra de Direitos Humanos quer a reabertura imediata do caso.


Durante a ação, gravada pela própria corregedoria, o delegado Eduardo Henrique de Carvalho filho, diz ter ordens expressas de um superior.


A escrivã, que foi expulsa da polícia e que responde a processo por corrupção, não se nega a ser revistada. Só pede que seja por mulheres, o que é garantido por lei.


Procurado, o delegado Emilio Antônio Paschoal, que chefiava a equipe da corregedoria, não quis gravar entrevista. Mas em depoimento no inquérito que apurou se houve abuso de autoridade de seus subordinados, negou ter dado a ordem despir a suspeita.


O jurista Luiz Flávio Gomes, que já atuou na polícia, no Ministério Público e como juiz, ficou impressionado com a gravação da corregedoria. Para ele a ação dos delegados da corregedoria foi ilegal e inconstitucional.


O processo por abuso de autoridade contra os delegados foi arquivado. Agora, o Ministério Público tenta encontrar uma forma jurídica para que o caso seja reaberto.


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