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Mulheres policiais civis superam dificuldades e mostram eficiência em delegacia movimentada
9º DP é um dos distritos policiais que abrange alta densidade populacional de Maceió

Por Imprensa (terça-feira, 30/11/2021)
Atualizado em 30 de novembro de 2021

Ação e amor

 

Uma equipe de policiais civis, formada por mulheres em sua maioria, atua em uma das áreas mais populosas, complexas e violentas de Maceió. No seu dia a dia, elas agem com dinamismo, eficiência e amor, acolhendo a população dos bairros do Jacintinho, Serraria, Barro Duro, Novo Mundo, Feitosa, José Tenório, Ouro Preto, Murilópolis, Conjuntos Rui Palmeira, Carajás e Bethaville. Ao todo, são mais de 330 mil pessoas na região, que abrange a área de atendimento do 9º Distrito Policial.

A todo momento, chegam pessoas para serem atendidas com seus diversos problemas. Em menos de 24 horas, a delegacia registrou cinco flagrantes. São, em média, 25 boletins de ocorrência por dia.

A chefe de Operações, Andrea Agra, revela que a população procura atendimento de crimes contra o patrimônio, alienação parental, perdas de documentos, brigas de vizinhos, roubos, entre outros. As policiais fazem o que for possível para atender da melhor forma a população.

No dia a dia, elas atendem, cumprem mandados de prisão, entregam de intimação, mas antes de tudo isso, as policiais realizam uma espécie de pré-atendimento, que orienta a população, faz conciliação e previne crimes, o que significa redução da violência. Esse trabalho importante não entra nas estatísticas do governo do Estado.

O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, destaca a importância do empoderamento feminino na Polícia Civil. A delegacia, formada por sua maioria mulheres, demonstra eficiência no atendimento e melhorias importantes na infraestrutura do local. “Elas desempenham todo o trabalho policial”.

A agente de polícia Michelly Abs disse que para solucionar os mais variados problemas, que chegam na distrital, elas têm que usar um pouco da psicologia, assistência social, ou seja, um pouco de tudo. “Desde que chegamos no 9º DP, que a vida da gente virou de pernas para o ar. É uma satisfação enorme trabalhar nessa delegacia. A população é muito carente, mas é gratificante trabalhar nessa delegacia e poder ajudar as pessoas”.

Para a agente de polícia Rejane Galvão, falta uma quantidade mínima necessária de recursos humanos para viabilizar melhor o atendimento por conta da demanda e o quantitativo reduzido. “Fazemos o que podemos, mesmo sobrecarregadas, estamos dando conta do recado”, avalia.

 

Condições de trabalho

Ao chegar no 9º DP, há seis meses, a delegada Luci Mônica e sua equipe procuraram estruturar o ambiente de trabalho, dando mais conforto a categoria e a população. A delegada lembra que a delegacia não tinha nada. Por meio de transação com o Ministério Público e apoio da Delegacia Geral foi possível adquirir materiais, como cadeiras, mesas, aparelho de ar condicionado, computador, além da pintura da delegacia, conserto da parte elétrica e a retirada de materiais de apreensão, entre outras benfeitorias.

A delegacia também necessita de viatura que tenha xadrez. A única viatura não tem essa divisão. Já aconteceu de policiais estarem na viatura ao lado do preso, o que é perigo para elas.

Ao todo, são nove mulheres e quatro homens, conduzindo a delegacia com muita garra, respeito e ação. Desse efetivo, cinco policiais estão com tempo de serviço para se aposentar. Dois estão em tratamento.

A delegada destaca que, mesmo com efetivo reduzido, a delegacia tem que ter gente disposta para trabalhar. “Essa delegacia é um turbilhão, que não deixa a pessoa parada. Não dá para ficar pensando muito para relatar uma ocorrência, tem que colocar na ação, fora os Termos Circunstanciados de Ocorrências e as cobranças da Justiça”.

A equipe está no 9º DP desde junho deste ano. A delegada informou que, dependendo da ação policial, o 9º DP tem recebido apoio da Delegacia de Menores e da Oplit.

Ao falar de sua equipe, a delegada esbanja admiração e reconhecimento. “A equipe é muito unida e trabalhadora. É uma equipe que já se entende no olhar e na velocidade do trabalho. Sentimos bem servindo ao público”, revelou.

Ela informa que o trabalho é difícil e exige a presença na distrital. “As pessoas, que chegam, querem ser ouvidas, querem receber orientação. Temos mais de 50 atendimentos que conseguimos evitar o inquérito policial. Até para dar conta do passivo de dois mil inquéritos”, esclareceu.

“Missão dada, missão cumprida. Estamos ajudando no esclarecimento de crimes. Precisamos de mais policiais. No geral, a Polícia Civil necessita de agentes, delegados e escrivães”, disse a delegada.

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