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"O dia 17 de julho só perde para Quilombo", afirma historiador

Por Imprensa (segunda-feira, 18/07/2011)
Atualizado em 18 de julho de 2011

Livro e documentário registram insurgência que pediu o afastamento de Suruagy


Há exatos 14 anos a Praça Dom Pedro II, no centro de Maceió, era o cenário de um dos maiores levantes populares da história recente de Alagoas. Em um Estado mergulhado numa crise financeira sem precedentes, uma grande marcha organizada por servidores públicos que reivindicavam o pagamento de salários, aportou na sede da Assembleia Legislativa, onde houve o confronto histórico com o Exército. Manifestantes ficaram feridos e o então governador Divaldo Suruagy acabou por renunciar ao cargo.


Autor do livro “A participação do Sindpol na queda do governo Suruagy”, o professor de História Luiz Gomes diz que o episódio é o segundo mais importante da história de Alagoas, perdendo apenas para a saga do Quilombo dos Palmares, reduto do líder negro Zumbi, mártir da liberdade.
“Foi um momento muito significativo para a sociedade alagoana. Depois do Quilombo é o fato mais importante de nossa história, superando até a tentativa de impeachment do governador Muniz Falcão. Alagoas estava mergulhada numa crise absurda, os servidores com salários atrasados há nove meses. Um fato que vale destacar é que a polícia foi para o enfrentamento, do lado dos demais servidores do Estado. Isso foi o diferencial que marcou”, teoriza Gomes, que é professor do curso de História da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).


Na última sexta-feira (15), os 14 anos do 17 de julho foi lembrado com um ato público no calçadão do comércio, bem próximo da Praça Dom Pedro II, onde aconteceu o enfrentamento.


O professor Luiz Gomes diz que as entrevistas onde algumas figuras que vivenciaram o 17 de julho tentam descredenciar o peso do levante popular no afastamento do então chefe do Executivo, são apenas versões oficiais dos fatos, sem o devido aprofundamento. “Existe a versão oficial que tenta imprimir aquele discurso de que são esses personagens que fazem a história, e não o povo”, afirma o professor.


Registros


Além do livro do professor Luiz Gomes, que pode ser encontrado na sede do Sindicato dos Policias Civis de Alagoas (Sindpol); os fatos também foram contados no documentário “A Rebelião Popular” produzido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão de São Paulo. O Vídeo já foi exibido no Cinejus, cineclube do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (Sindjus). A obra narra o dia em que servidores públicos, policiais civis e militares, e a população foi às ruas para pedir o impeachment de Suruagy.


  Gazetaweb com Gilson Monteiro

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