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Operação prende acusados de desviar R$ 300 milhões da Secretaria de Defesa Social

Por Imprensa (terça-feira, 6/03/2012)
Atualizado em 6 de março de 2012

Primeiros presos começam a chegar na Central de PolíciaAtualizada às 9h22

Uma operação desencadeada, na manhã da terça-feira (6), pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual, Coordenadoria de Inteligência Fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda, Polícia Militar, Polícia Civil e Força Nacional está cumprindo 17 mandados de prisão e 34 de busca e apreensão contra acusados de um desvio milionário na Secretaria de Defesa Social (Seds), órgão responsável pela Segurança Pública em Alagoas.

Segundo o coordenador do Gecoc, promotor Luiz Vasconcelos, foram descobertas várias irregularidades como falsificação de documentos, fraude em licitações e superfaturamento de notas fiscais, que resultou num rombo de mais de R$ 300 milhões nos cofres da Seds e levou a deflagração da operação denominada de “Spectro”.

Até agora, oito pessoas foram presas: os contadores José  Carlos Dantas, Irani Martins de Omena Brito, Antônio Luiz Gonzaga Filho e Tânia Lúcia Feijó de Andrade e os empresários Luzinete França Arakaki, o filho dela Emerson Toshio Arakaki e Délio Xavier Tavares. Além deles, a polícia prendeu Adelson Barbosa da Silva, que estava portando um revolver calibre 38.

As investigações começaram em 2011, quando a Controladoria Geral do Estado (CGE) enviou ao Ministério Público Estadual, uma série de documentos que colocavam em suspeita os contratos firmados com 73 empresas que forneciam alimentos à Secretaria de Defesa Social. “Nos debruçamos nos documentos e contratos dos últimos cinco anos e descobrimos um rombo milionário”, explicou Luiz Vasconcelos, afirmando que Operação Espectro foi desencadeada em Maceió e Marechal Deodoro.

Das 73 empresas investigadas, 12 estão no foco da operação desencadeada hoje. São 17 mandados de prisão e 34 de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara. As prisões estão sendo realizadas em condomínios de luxo e apartamentos de altos padrão na parte alta da cidade. Empresários e contadores destas empresas já foram presos e conduzidos para a Central de Polícia, onde serão interrogados. Os crimes são de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, fraude em licitação, formação de quadrilha e sonegação fiscal.

No material apreendido estão documentos de uma das empresas acusadas de fraudar os contratos com a Defesa Social. Segundo Luiz Vasconcelos esta mesma empresa se negou, no ano passado, a entregar livros e documentos contábeis à Secretaria da Fazenda. Por conta disso, os proprietários foram notificados e multados em R$ 30 milhões. “Imagine o tamanho do rombo pelo qualesta empresa era responsável. Se preferiu pagar uma mukta de R$ 30 milhões, fazemos ideia do quento ela lucrava com os desvios de dinheiro público”, supôs o promotor.

Até agora nenhum agente público foi preso, mas as investigações prosseguem e, segundo o promotor de Justiça, novas prisões poderão acontecer a qualquer momento. “A partir da documentação apreendida hoje, as investigações prosseguirão e novas prisões podem acontecer”, adiantou o promotor.

Um desvio neste valor somente foi visto em Alagoas na operação Taturana, da Polícia Federal, que investigou um rombo nos cofres da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), em 2007, quando vários deputados foram presos.

As primeiras informações são de que o secretário de Defesa Social, Dário Cesar, viajou para São Paulo a trabalho nesta segunda-feira (5), e deverá retornar para Maceió somente na próxima sexta-feira (10).

Pelo Twitter, Dário Cesar parabenizou a operação que está sendo realizada em Maceió, destacando a participação das polícias Civil e Militar, ambas subordinadas à Defesa Social, no cumprimento dos mandados.

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