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Outubro Rosa: Sindpol alerta policiais civis para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama

Por Comunicação SINDPOL
Atualizado em 8/10/2026

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) destaca a importância da campanha Outubro Rosa para a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado contínuo com a saúde das mulheres, especialmente, das policiais civis.

Realizado mundialmente durante o mês de outubro, a campanha busca estimular hábitos saudáveis, ampliar o acesso à informação e aos exames e incentivar as mulheres a procurarem atendimento médico diante de qualquer alteração nas mamas.

O câncer de mama é caracterizado pela multiplicação desordenada de células anormais, que podem formar um tumor maligno. É uma das neoplasias mais frequentes entre as mulheres brasileiras e também pode atingir homens, embora os casos no sexo masculino representem uma pequena parcela do total.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento

Os números relacionados ao câncer de mama reforçam a necessidade de atenção, mas também evidenciam a importância do diagnóstico precoce. Quando a doença é identificada em seus estágios iniciais, as chances de sucesso do tratamento são significativamente maiores, podendo permitir abordagens menos agressivas e proporcionar melhor prognóstico e qualidade de vida à paciente.

Por isso, o Sindpol orienta as policiais civis a não deixarem os cuidados com a própria saúde em segundo plano. Manter o acompanhamento médico e os exames indicados em dia e procurar atendimento diante de qualquer alteração são medidas fundamentais.

 

Como reconhecer os sinais de alerta

O câncer de mama nem sempre provoca dor em sua fase inicial. Por isso, conhecer o próprio corpo e observar possíveis alterações é importante para buscar atendimento no momento adequado.

Entre os principais sinais que merecem avaliação médica estão:

– nódulo ou caroço palpável na mama;

– nódulo na axila ou na região cervical;

– pele da mama avermelhada, retraída, espessada ou com aspecto de “casca de laranja”;

– alterações no mamilo, como retração ou inversão recente;

– saída espontânea e anormal de secreção pelo mamilo, especialmente quando sanguinolenta;

– dor ou inchaço persistente em parte ou na totalidade da mama;

– alteração recente no formato ou tamanho da mama;

– feridas na pele da mama que não cicatrizam.

A presença de um desses sinais não significa necessariamente câncer, mas deve ser investigada por um profissional de saúde. Mulheres que apresentam sintomas não devem esperar o período previsto para os exames de rastreamento para procurar atendimento.

Mamografia: quando fazer?

A mamografia é o principal exame de rastreamento para mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos. No SUS, o Ministério da Saúde recomenda a oferta do exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Para mulheres de 40 a 49 anos, a mamografia pode ser realizada por demanda, após orientação individualizada sobre benefícios e possíveis riscos.

Para mulheres com menos de 50 anos ou acima de 74, a realização do exame deve considerar a avaliação individual, o histórico de saúde e os fatores de risco, não apenas a idade.

Mulheres com histórico familiar importante ou suspeita de predisposição genética devem receber orientação individualizada e, quando necessário, encaminhamento especializado.

Fatores de risco e prevenção

O desenvolvimento do câncer de mama está relacionado a diferentes fatores, entre eles, questões hormonais e reprodutivas, histórico familiar e predisposição genética, além de fatores comportamentais e ambientais.

Entre as condições associadas ao aumento do risco estão excesso de peso, inatividade física, consumo de bebidas alcoólicas, determinadas exposições hormonais e histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, especialmente quando os casos ocorrem em familiares próximos e em idades mais jovens. Alterações hereditárias, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, também estão relacionadas a maior predisposição à doença.

Embora nem todos os fatores de risco possam ser modificados, hábitos saudáveis contribuem para reduzir o risco de desenvolvimento da doença. A prática regular de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado e a redução do consumo de bebidas alcoólicas estão entre as medidas de prevenção.

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