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Policiais civis cobram PCCS e PEC 300 no Dia Nacional de Lutas em Alagoas

Por Imprensa (segunda-feira, 15/07/2013)
Atualizado em 15 de julho de 2013

O Dia Nacional de Lutas, Paralisações e Greves, convocado pelas centrais sindicais, como a CUT, reuniu milhares de trabalhadores dos setores público e privado, sem-terra e estudantes que realizaram várias manifestações em Alagoas, na última quinta-feira (11).

O dia foi de luta e histórico no país. Em Alagoas, pela manhã, os servidores públicos de diversas áreas ocuparam a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) para cobrar um posicionamento do secretário Alexandre Lages sobre as reivindicações das categorias, que cobram reajuste salarial, implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), pagamento de pendências com progressões e o fim da isenção fiscal concedida pelo Estado aos usineiros. O presidente do Sindpol, Josimar Melo, informou que os policias civis pleitearam a implantação do PCCS e melhorias estruturais nas delegacias do Estado.

Os trabalhadores das áreas da Saúde e Educação, além dos policiais civis se reuniram com o gestor da pasta. No encontro, Alexandre Lages se comprometeu em intermediar a realização de audiência entre governador e lideranças sindicais dos servidores.

No horário da tarde, servidores públicos se  juntaram com os estudantes, os trabalhadores do campo e da rede privada, na Praça Centenário, para cobrar melhores salários, condições de trabalho e valorização dos serviços públicos, reforma agrária, passe livre estudantil, redução das tarifas dos transportes públicos, entre outros. Os policiais civis reivindicaram a aprovação das PECs 300/2008 e 446/2009, que trata da implantação do piso nacional das polícias.  As categorias realizaram uma passeata que seguiu em direção ao Centro, passando pela Praça dos Martírios, Praça Marechal Deodoro, Praça Dom Pedro II, finalizando na Centenário.

Um dia de luta

O dia 11 de julho ficou registrado na história como um dia de luta em todo o Estado. Os trabalhadores rurais sem-terra fecharam rodovias. O atendimento em onze agências bancárias foi paralisado. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Alagoas, a paralisação atingiu as unidades do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Na Avenida Assis Chateaubriand, o acesso para o Litoral Sul de Alagoas foi bloqueado. No bairro de Jaraguá, a entrada do Porto de Maceió foi bloqueada. Na Avenida Durval de Góes Monteiro, o supermercado Makro foi pressionado a fechar as portas. As lojas do Centro também fecharam. O transporte público, na área entre o Farol e o Centro, foi paralisado no horário da tarde.  A BR-104 foi interditada em frente ao viaduto que dá acesso ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

Avaliação

O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, destaca que foi importante a participação dos policiais civis, dos movimentos sociais, dos estudantes, das centrais de trabalhadores nesse Dia de Lutas. “Entendemos que os protestos têm sua uma motivação justa e refletem no acúmulo de insatisfação ao longo do tempo pelos brasileiros. Hoje não suportamos os desmandos e o abandono dos compromissos e das responsabilidades do poder público. Como agentes de Segurança, representantes de uma categoria e pais de família, os diretores do Sindpol-AL, estamos unidos com todos os brasileiros nesse momento de luta. Vamos fazer parte dessa história e mudar o cenário de nosso país”.

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