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Policiais civis fecham Central de Polícia

Por Imprensa (quarta-feira, 19/05/2010)
Atualizado em 19 de maio de 2010

Os policiais civis fecharam a Central de Polícia de Maceió por 24 horas, durante a greve nacional da categoria para forçar os deputados federais a aprovarem o substitutivo global aglutinativo das PEC 300/2008 e 446/2009, que trata da criação do Piso Salarial Nacional para policiais civis, militares e bombeiros, ocorrida na última quarta-feira (19).


 


Pela manhã, os policiais civis de Alagoas se concentraram em frente à Central de Polícia para acompanhar a tramitação do substitutivo global durante dia todo em frente à Central. A todo instante, a diretoria do Sindpol repassava informações da mobilização em Brasília. O café da manhã, feijoada e jantar foram servidos aos grevistas no local.


 


Durante a manifestação na Central de Polícia, o diretor da Cobrapol José Carlos Fernandes Neto fez críticas à instalação da Central, afirmando que a repartição não funciona. Ele destacou que além do local ser de difícil acesso à população, os policiais civis ficam impedidas de trabalhar por conta da escala comercial, com horário de funcionamento das delegacias de 8 as 12 horas e 14 as 18 horas, quando a maioria da criminalidade ocorre após esse horário.


 


Manobra – Para furar o protesto dos policiais civis, a Delegacia Geral determinou que a Delegacia de Pilar, a Delegacia de Defesa da Mulher 2 e o 9º Distrito Policial – que estavam no plantão da Central no dia da greve – funcionassem em seus locais de trabalho, menos a de Pilar que ficou no 2º Distrito Policial. Para o vice-presidente do Sindpol, a manobra do Delegado Geral apenas comprovou que as delegacias podem funcionar 24 horas, conforme reivindica o sindicato.


 


Nacional – No protesto, o 2º vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, informou que os policiais civis e militares acamparam no Salão Verde da Câmara Federal. Do Sindpol, acompanharam os protestos, em Brasília, o presidente Carlos Jorge da Rocha, o vice-diretor de Comunicação, Bartolomeu Rodrigues; o vice-diretor Administrativo, Sidney Moreira; e o integrante do Conselho de Ética Carlos José.


 


A participação do presidente do Sindpol nesse processo é fundamental. Ele consegue fazer a ponte entre os parlamentares junto ao senador Renan Calheiros, autor da PEC 446/2009, para aprovação da matéria.


 


Um dia antes da greve nacional, o presidente em exercício da Câmara, Marco Maia (PT-RS), designou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para articular um acordo com as lideranças partidárias da Casa que possibilitasse a inclusão na pauta do plenário do substitutivo global (446/09 e 300/08).


 


Chinaglia defendeu a retirada de dispositivo que inclui o piso salarial no texto constitucional.  A PEC entrou na ordem do dia, mas não foi à votação por falta de acordo entre o Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados e os representantes da Polícia Militar. A proposição poderá ser aprovada na próxima terça-feira (26). Novos protestos serão realizados pelos policiais para pressionar a votação da matéria.



   


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