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Sindpol dá início a campanha contra o assédio moral

Por Imprensa (quarta-feira, 31/10/2012)
Atualizado em 31 de outubro de 2012

O Sindpol lançou, na última sexta-feira (26), a cartilha “Assédio Moral dentro da Polícia Civil é Crime” para combater a prática na instituição policial.

No lançamento, a  entidade sindical realizou a Mesa-Redonda “Assédio Moral e suas Implicações no Serviço Público” com o coordenador Geral do Sindjus/AL, professor Marcus Robson Nascimento Costa Filho e  a professora e enfermeira do Trabalho Kelly Nascimento.

Representando a Polícia Civil, a delegada Ana Luiza Nogueira, diretora da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), destacou a importância da cartilha para combater o assédio tanto do superior hierárquico como de um companheiro de trabalho. “Esse tema é importante para fortalecer a Polícia Civil”, disse.

A representante da CUT/AL, professora Girlene Lásaro, parabenizou o Sindpol pelo lançamento da cartilha, ressaltando que a iniciativa é um instrumento de formação e informação que visa fortalecer a base. “Este é o nosso papel, de estar informando, atento do que está acontecendo. É uma forma de avançar na luta pela dignidade do trabalhador”, disse.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, destacou que os policiais civis passam por constrangimentos e são obrigados a trabalhar em delegacias insalubres. “São inúmeros inquéritos nas delegacias. As mulheres policiais não são valorizadas. Ao invés de estarem na investigação, ficam na portaria, quando elas possuem habilidades mais do que os homens para apurar informações. Quando um policial está doente, ele vira chacota, é tido como preguiçoso”.

Palestra

Após a abertura, ocorreu a Mesa-Redonda “Assédio Moral e suas Implicações no Serviço Público” que contou com as palestras do Coordenador Geral do Sindjus/AL, professor Marcus Robson Nascimento Costa Filho e da professora e enfermeira do Trabalho Kelly Nascimento.

Marcus Robson destacou que os sindicatos contribuíram com o debate e devem manter a luta contra o assédio moral. De acordo com ele, o assédio moral é um instrumento do  sistema neoliberal para atacar os trabalhadores. “No serviço público, o assédio se torna mais grave. Muitas vezes, o assediado nem percebe que está sendo vítima de assédio moral”.

O professor traçou o perfil do assediador como um psicopata que tem medo do assediado tomar o seu cargo. “O assediador é uma pessoa reacionária e incapaz de viver com a diferença”.

Segundo ele, os alvos principais dos assediadores são com as pessoas inteligentes, críticas, doentes, negros, homossexuais, idosos e estudantes.

“O combate ao assédio moral está na ordem do dia. Os sindicatos, a exemplo do Sindpol, devem assumir essa postura, buscando criar uma jurisprudência favorável ao trabalhador”, defendeu.

A professora e enfermeira do Trabalho Kelly Nascimento  revelou que o assédio moral adoece o servidor, torna o trabalho insuportável, causando danos a vida e a saúde do assediado.

Ela pediu que três policiais se vestissem cada um de anjo, de diabo e de bruxa. A professora explicou que para a empresa o chefe era um anjo, e a trabalhadora uma bruxa, enquanto para a assediada, o chefe era um diabo. A dinâmica deu uma dimensão de como em um setor são vistos as figuras de assediado e assediador.

Participaram do lançamento da cartilha a CUT, o Sinteal, o Sejal, a Assomal, o Sindacs, o Sindicato dos Trabalhadores de Nível Médio da Saúde de Alagoas, o Sindprev, o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Alagoas (SAE-AL)  e o Sindjus/AL.

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