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Sindpol e associações militares se revoltam com relatório da OAB-AL

Por Imprensa (terça-feira, 22/11/2011)
Atualizado em 22 de novembro de 2011

O relatório elaborado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL) em conjunto com presidentes de associações de comunidades e familiares de usuários de drogas, apontando a participação de policiais no tráfico de drogas em pelo menos 13 bairros de Maceió causou mal estar entre representantes da categoria.


O presidente da Comissão, Gilberto Irineu entregou o documento ao secretário de Defesa Social, Dário César nesta terça-feira, que deve passar as informações contidas no relatório para o serviço de Inteligência da Polícia Militar. Uma cópia será entregue à Polícia Federal. Para Irineu, a deficiência no monitoramento da Polícia em bairros com grande número de usuários de drogas fortalece os traficantes.


No entanto, para o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar de Alagoas, Wagner Simas as declarações do representante da OAB foram equivocadas. Ele afirmou que a comissão vem atuando para coibir o trabalho dos agentes de segurança pública, informando que após tomarem conhecimento do relatório representantes da categoria realizaram uma manifestação em frente à sede da OAB, no Centro de Maceió.


“A comissão vem defendendo moradores de rua, mas isso às vezes ameaça a ação policial. O agente de segurança não pode algemar o preso, nem ao menos tocar mais bruscamente, porque se as marcas dos dedos ficarem no acusado os direitos humanos entram com uma ação. Notamos que muitos policiais deixam de agir, com medo de represálias, inclusive da própria instituição policial”, contou.


Simas afirmou ainda, que o tráfico de influência pode existir em qualquer instituição, inclusive na própria OAB. Segundo ele, a situação pode provocar a omissão policial. “Repudiu a declaração do Gilberto Irineu acerca dos policiais. Infelizmente, na própria OAB há casos de advogados que recebem propinas ou fazem acordos ilícitos”, destacou Simas.


Ele disse querer que a comissão se posicione de acordo com a lei, inclusive as que preservam o trabalho da Polícia. “Se isso não acontecer a criminalidade vai continuar crescendo. Vai chegar um dia em que o militar só vai vestir a farda e o policial civil vai para a Delegacia sem prestar o serviço correto, temendo ações dos direitos humanos”, lamentou.


Já o vice-presidente do Sindicato dos policiais civis de Alagoas (Sindpol/AL), Josimar Melo disse que tais declarações só poderiam ser feitas com provas e os nomes dos envolvidos. Para ele, é preciso realizar uma investigação minuciosa para apurar as denúncias. “Não podem prender ninguém sem investigar. Não aceitamos o que foi dito pelo presidente da comissão”, ressaltou.


Melo afirmou que a imagem dos agentes da segurança pública fica desgastada com tais afirmações. “O policial fica desacreditado junto à sociedade. Se há algum policial envolvido, que tudo fique provado, porque repudiamos tanto os que possam estar envolvidos quanto quem acusa sem provas. Houve vários casos de policiais, delegados e advogados acusados de crimes, que foram considerados inocentes. Essa situação também poderia ocorrer na OAB”, lembrou.


Emanuelle Oliveira – Cadaminuto

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