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Sindpol e Cobrapol publicam nota de repúdio ao Delegado Geral

Por Imprensa (terça-feira, 23/11/2010)
Atualizado em 23 de novembro de 2010

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) publicaram Nota de Repúdio ao Delegado Geral da Polícia Civil de Alagoas, que tenta impedir manifestação de opinião de sindicalistas.


As entidades manifestaram solidariedade ao diretor da Cobrapol José Carlos Fernandes Neto e o diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, que estão sendo vítimas de perseguição política pelo Delegado Geral, o qual determinou a instauração de Processo Administrativo em âmbito da Corregedoria de Policia.


O motivo seria pelo fato do José Carlos Fernandes Neto declarou, em entrevista, numa emissora de rádio local, dizer que há incompetência na gestão da Segurança Pública do Estado, considerando os altos índices da criminalidade, o que torna o Estado o mais violento do país, além das condições precárias que são impostas aos profissionais de segurança pública. Enquanto Antonio Zacarias cobrou tratamento igualitário de direitos entre delegados e policiais civis.


As entidades representativas dos Policiais Civis rechaçaram qualquer tentativa de cerceamento da livre manifestação do pensamento bem como a investida que tenta barrar a liberdade e a independência da organização sindical.


Veja a nota completa abaixo:


NOTA DE REPÚDIO AO DELEGADO GERAL DA POLÍCIA CIVIL DE ALAGOAS


 O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (SINDPOL) e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (COBRAPOL) manifestam total solidariedade ao diretor da COBRAPOL JOSÉ CARLOS FERNANDES NETO e o diretor Financeiro do SINDPOL, ANTONIO ZACARIAS, que estão sendo vítimas de perseguição política pelo Delegado Geral da Polícia Civil de Alagoas, o qual determinou a instauração de Processo Administrativo em âmbito da Corregedoria de Policia.



O objetivo da medida é tentar impedir a manifestação de opinião dos sindicalistas. José Carlos Fernandes Neto declarou, em entrevista, numa emissora de rádio local haver incompetência na gestão da Segurança Pública do Estado, considerando os altos índices da criminalidade, o que torna o Estado o mais violento do país, além das condições precárias que são impostas aos profissionais de segurança pública. Enquanto Antonio Zacarias cobrou tratamento igualitário de direitos entre delegados e policiais civis. Em razão disso, a Direção Geral da Polícia Civil determinou a instauração de procedimentos administrativos.



As entidades representativas dos Policiais Civis rechaçam qualquer tentativa de cerceamento da livre manifestação do pensamento bem como a investida que tenta barrar a liberdade e a independência da organização sindical. Com essa atitude, a Direção Geral impõe a todos os policiais civis uma política de total cerceamento de direitos, entre eles, o de expressão.



Outrossim, reafirmamos as críticas ao modelo gerencial na gestão da Segurança Pública no Estado de Alagoas, notadamente, a falta de um projeto estratégico a curto, a médio e a longo prazo que possa apontar a melhoria estrutural, humana e financeira visando à redução dos alarmantes índices de violência em Alagoas.



 Por fim, conclamamos aos policiais civis e à sociedade alagoana a mergulhar profundamente na discussão de um novo modelo de segurança pública, longe das decisões traçadas nos gabinetes e impostas ao povo, que tem se manifestado através de ações inócuas e ineficientes.


    A diretoria.

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