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Sindpol e juiz definem ações para melhorar o trabalho da PC em Matriz

Por Imprensa (quarta-feira, 23/01/2013)
Atualizado em 23 de janeiro de 2013

Magistrado informa a realização de inspeção jurídico na regional e a realização de uma audiência com o secretário de Defesa Social

 

O Sindpol reforçou o pedido de interdição da delegacia regional de Matriz de Camaragibe ao juiz da Comarca da cidade Yulli Roter durante reunião ocorrida na manhã da terça-feira (22). No encontro, o sindicato solicitou a retirada dos presos e dos policiais civis do local devido às precárias condições físicas e estruturais da delegacia.

O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, entregou ao juiz da Comarca de Matriz de Camaragibe imagens das condições insalubres. O juiz informou que, na próxima terça-feira (29), às 10 horas, haverá uma inspeção judicial na regional para averiguar as condições. O magistrado reafirmou sua decisão de não aceitar preso para a regional. Atualmente, a delegacia contem 19 detentos, desses apenas um é da cidade de Matriz.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, entregou ao juiz às propostas aprovadas em congresso dos policiais que visam otimizar a segurança pública. O sindicalista comunicou que o Conselho da Polícia Civil havia acatada a proposta de conversão das atuais delegacias regionais em prisão provisória com custódia interna dos agentes penitenciários, e a transferência da estrutura da Polícia Civil em novas instalações sem carceragem.

Para o sindicalista, falta vontade política do Governo do Estado para resolver o problema que, ao invés de construir novas delegacias e casas de custódias para presos provisórios, prefere fazer reformas, as quais exigem uma outra forma de fiscalização do erário.

Josimar Melo informou que o sindicato prestou denúncia ao Ministério Público sobre as reformas nas delegacias e chamou a atenção para o valor dessas reformas, a exemplo da delegacia regional de Matriz de Camaragibe, que custou mais de R$ 150 mil e na prática nada de fato foi realizado.

O vice-presidente destacou a insalubridade na regional, a fossa que está quebrada e com vazamento de dejetos, a rede sanitária comprometida, o lavador sem encanação, os pisos do banheiro quebrados, a cisterna sem isolamento, os alimentos dos detentos e dos policiais mal armazenados por falta de mobílias e de local adequado,  e o condicionador de ar quebrado. O dirigente alertou sobre a vulnerabilidade do local para fugas de presos, que fica localizado no centro da cidade e inapropriado para funcionamento de uma delegacia, citando  também que, nos fundos da regional, funciona um depósito de gás e um matadouro desativado e abandonado, que está contaminando o ambiente devido aos restos de animais que exalam forte mal cheiro.

No depósito, uma placa informa que a capacidade é para 480 botijões  ou o equivalente a 6.240 kg de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O sindicalista teme uma explosão no local a exemplo do ocorrido, recentemente, na Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que vitimou fatalmente a sindicalista Amélia Dantas. O magistrado disse que irá solicitar o alvará de funcionamento do depósito.

Ele também informou que irá solicitar uma audiência com o secretário de Defesa Social, Dário César. O magistrado esclareceu que sua preocupação não era apenas com a decisão judicial, mas com o compromisso do Poder Público em resolver o problema da segurança pública em Matriz. Para essa reunião, o Sindpol se comprometeu a convidar o Delegado Geral, Paulo Cerqueira.

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