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Sindpol pede a interdição de mais delegacias

Por Imprensa (sexta-feira, 3/02/2012)
Atualizado em 3 de fevereiro de 2012

Sindicato constata precárias condições de trabalho em outras delegacias

 

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) solicita a interdição das delegacias de Santana do Ipanema, de São Sebastião e de Limoeiro de Anadia e denuncia as precárias condições de trabalho e a falta de efetivo nas delegacias de Campo Alegre, São Miguel dos Campos e Murici.

 

Desde novembro passado, que a diretoria do Sindpol visita as delegacias do interior e cobra providência urgente quanto ao estado de abandona da Polícia Civil no Estado. O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, e o diretor de Comunicação, Bartolomeu Rodrigues, estiveram, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, nas cidades de Santana do Ipanema, de São Sebastião, de Limoeiro de Anadia, de Campo Alegre, de São Miguel dos Campos e da Barra de São Miguel, detectando as precárias condições de trabalho, a insalubridades das delegacias e a carência de efetivo.

 

Santana do Ipanema

Em Santana do Ipanema, a estrutura da regional não oferece as condições mínimas. A delegacia passou por ´reformas´, no entanto, foram constatados infiltrações e mofos em todas os recintos, provocando doenças respiratórias e alérgicas aos policiais e detentos.

As instalações elétrica e sanitária apresentam problemas. O mau cheiro é intenso no local. O reservatório d’água, localizado fora da regional, está aberto. Essa água é consumida pelos presos. No mesmo local, ficam os esgotos a céu aberto e materiais apreendidos. Nos alojamentos, as camas estão quebradas e sem colchões.

De armamento, só há apenas uma metralhadora obsoleta para uso dos policiais plantonistas, além de outras pistolas quebradas. Existem quatro coletes à prova de balas. Dos 45 presos na regional, quinze fugiram devido à vulnerabilidade da segurança.  Para se ter uma ideia, com um simples toque, o reboco da carceragem se desmancha. Dos fugitivos, os policiais conseguiram recuperar oito. A regional ainda possui 37 presos – a maioria é oriunda de outras cidades do Estado. Eles reclamam da falta de higiene no local, da ausência de materiais para limpeza e da alimentação.

O efetivo policial é insuficiente para prestar segurança. Diariamente, são quatro policiais na regional. Esses policiais ainda têm que prestar expediente nas suas delegacias municipais. A carga horária de 40 horas semanais acaba sendo desrespeitada. Eles não estão recebendo horas extras.

O Sindpol encaminhou o pedido de interdição ao juiz, ao promotor e à defensora pública da cidade. O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, ainda conversou com o juiz André Avancini, que já foi delegado, sobre as precárias condições de trabalho. O juiz informou que a Promotoria e a Defensoria Pública podem entrar com ação pública, solicitando a interdição da delegacia. Ele disse que irá encaminhar o pedido do sindicato aos órgãos competentes.

Na solicitação, o sindicato sugere à Delegacia Geral de Polícia Civil que adquira um novo prédio para abrigar as instalações da regional no sentido de não prejudicar o atendimento à população.

São Sebastião

Na cidade de São Sebastião, o Sindpol também solicitou a interdição da Delegacia de São Sebastião e a retirada dos três presos devido às precárias condições do local à Promotoria e à Comarca da Justiça da cidade.

A delegacia apresenta insalubridade e não oferece condições estruturais.  As paredes estão com rachaduras, infiltrações e mofos. O teto da cozinha está desabando. A fossa cedeu e está aberta, provocando mau cheiro e representa risco aos policiais e aos detentos adquirirem doenças. Há uma praga de caramujo em todas as partes da delegacia. Também há carência de efetivo. Apenas um policial fica disponível para atender a população e efetuar diligência pela cidade. Esse mesmo policial é desviado de sua função constitucional – investigação – para trabalhar como carcereiro.

No alojamento, os colchões estão velhos e são inapropriados. A segurança do local é vulnerável, o que representa risco aos policiais.

Limoeiro de Anadia

Em Limoeiro de Anadia, a delegacia funciona em uma casa velha que não oferece segurança nem condições estruturais físicas para a permanência dos policiais e atendimento à população.

Em todos os recintos, existem infiltrações e rachaduras nas paredes. As mobílias estão velhas, quebradas e são inapropriadas para o trabalho. As fiações elétricas estão expostas e significam risco de incêndio. O alojamento apresenta precárias condições. As camas e os colchões são velhos e inapropriados.

Como na maioria das delegacias, apenas um policial civil é responsável para atender à população e executar diligência na cidade. A delegacia não possui viatura.

O Sindpol fez o pedido de interdição da delegacia à Promotoria e à Comarca da Justiça daquela cidade, sugerindo que a Delegacia Geral da Polícia Civil viabilizasse um prédio com condições dignas de trabalho aos policiais.

São Miguel dos Campos

Na Delegacia Regional de São Miguel, o Sindpol denunciou as condições inapropriadas de trabalho aos policiais civis e solicitou providências urgentes.

A delegacia regional funciona no prédio do Ministério Público, porque as obras do antigo prédio não foram concluídas e se encontram paradas. A reforma, que era para durar dois meses, já ultrapassa dos seis meses.

Enquanto isso, mais de 100 pessoas procuram, diariamente, a regional, mas o efetivo policial é insuficiente para atender a demanda das solicitações. São apenas três policiais civis por plantões em uma cidade que é uma das mais violentas do Estado.

O Sindpol também constatou que a cota de combustível também é insuficiente. De acordo com as informações, são cedidos apenas 3,5 litros de gasolina por dia para fazer diligência pela região.

A delegacia regional não apresenta condições. As camas do alojamento são frágeis e inapropriadas. Materiais apreendidos como caça-níqueis e outros se acumulam pela delegacia, representando risco de doenças respiratórias, além de servir de esconderijos para pragas, como ratos e baratas.

Campo Alegre

Na Delegacia de Campo Alegre, o Sindpol solicitou a retirada dos presos à Promotoria e à Comarca da Justiça da cidade. Atualmente, existem seis detentos, e outros cinco fugiram devido à carência de efetivo policial no local. Apenas um agente de polícia está disponível para atender a população e fazer diligência na cidade. Esse mesmo policial é desviado da sua função constitucional – investigação – para trabalhar como carcereiro.

 Outras

Em Barra de São Miguel, o Sindpol está acompanhando a reforma do prédio da delegacia. Enquanto isso, a delegacia funciona em um prédio alugado.

Na cidade de Murici, há carência de efetivo. Apenas dois policiais estão disponíveis para atendimento à população e fazer diligências pela região.

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