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Sindpol repudia descompromisso do Governo com os policiais civis

Por Imprensa (quarta-feira, 15/10/2014)
Atualizado em 15 de outubro de 2014

josimarmelo

Presidente do Sindpol, Josimar Melo

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) repudia o descompromisso do Governo do Estado com os policiais civis.  O acidente com duas viaturas, vitimando sete policiais civis, incluindo o falecimento do Dael Rebelo, sintetiza o descaso com os profissionais da segurança pública por um Governo que não investe na melhoria salarial, nas condições de trabalho, na saúde e na segurança.

O Sindpol cobrará a responsabilidade dos gestores pelo acidente e auxiliará as vítimas e seus familiares por seus direitos.

Neste ano, o Sindpol deflagrou a Operação Padrão, que visou fazer com que os policiais trabalhassem conforme a legislação e de acordo com as normas de segurança no trabalho.

Na Operação Padrão, o Sindpol orientou a categoria a não dirigir as viaturas da Polícia, pois a maioria não possui o Curso Prático de Motorista de Viaturas de Emergência (CPME) que é determinado pela Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contram).

Ainda na Operação Padrão, todos os procedimentos policiais deverão apenas ser realizados mediante a Ordem de Missão (OM).  Ir ao local de crime, as medidas protetivas, mandados de busca e apreensão apenas na presença do Delegado de Polícia, entre outras.

Mesmo com todas as manifestações públicas do sindicato, o Governo do Estado não atendeu as reivindicações da categoria.

Todos os anos, o Sindpol mobiliza os policiais civis para lutar por condições de trabalho digno. O sindicato também publicou cartilhas como o Guia do Policial Civil 2: Operação Padrão, Assédio Moral é Crime Dentro da Polícia Civil e, recentemente, Saúde e Segurança dos Policiais Civis. Previna-se e Viva Bem, que buscam prevenir os riscos a qual a categoria é exposta.

O Sindpol também publica anualmente o relatório das precárias condições de trabalho nas delegacias da capital e do interior, que através desse documento, cobra das autoridades (Ministério Público, Governo do Estado, Judiciário, o Legislativo, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e dos órgãos de segurança pública) um basta à omissão e à desvalorização dos profissionais de segurança pública, cobrando as condições dignas de trabalho.

Outra luta é a retirada dos presos das delegacias. O Sindpol exige o fim do desvio constitucional da função de policial civil, que ao invés de investigar, estar se responsabilizando com a custódia de detento, trabalhando como carcereiro.

Mesmo com o trabalho de conscientização do Sindpol, o Governo do Estado continua ignorando, e não implanta uma política de valorização, de prevenção à saúde e de segurança no trabalho.

O Sindpol convoca os recém-nomeados para o enfrentamento e dar continuidade à mobilização da categoria. Por isso destaca a importância da unidade dos policiais civis.

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