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Sindpol se posiciona contra proposta que acaba com delegacias

Por Imprensa (segunda-feira, 27/02/2012)
Atualizado em 27 de fevereiro de 2012

A Secretaria de Defesa Social apresentou, na reunião do Conselho Estadual de Segurança, um modelo polêmico de distribuição em áreas/regiões das polícias no estado de Alagoas.

A proposta cria nova estrutura, acabando com delegacias na capital e no interior, fazendo com que a população se desloque de sua cidade para ter assistência policial em outra área.

O projeto não esclareceu quais delegacias poderão ser extintas, apenas informou a criação de oito áreas integradas em Maceió, duas em Arapiraca e dezessete em cidades estratégicas. O Sindpol manifestou-se contrário à proposta e criticou a forma como o Governo do Estado trata a segurança pública.

A proposta foi apresentada pelo tenente-coronel da Polícia Militar Vinicius Ferreira, que é diretor de Planejamento da Secretaria de Defesa Social. De acordo com ele, o atual modelo é desorganizado e inviável financeiramente para o Estado. Em outras palavras, o objetivo é economizar e cortar gastos com a segurança pública.

Na reunião do Conselho, ocorrida no Palácio do Governo, nesta segunda-feira (27), os dirigentes do Sindpol questionaram a falta de preocupação com a motivação dos policiais civis, a carência de efetivo nas comunidades, a carência de assistência à população, a inabilidade da Secretaria de Defesa Social com a promoção de projetos enviados à Secretaria Nacional de Segurança Pública, a não consulta das entidades representativas dos policiais quanto à proposta, entre outros.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, defendeu a importância da permanência das delegacias nas cidades, tanto para investigação como conhecimento da área e assistência à população. “Sem isso, o trabalho estaria inviabilizado”.

O diretor Jurídico do Sindpol, Stélio Pimentel Junior,  elencou dois pontos importantes: a satisfação profissional dos policiais e a identificação social junto à sociedade. O dirigente destacou que é dever do gestor público respeitar os direitos dos profissionais de segurança pública, como a melhoria salarial, o pagamento de adicionais noturnos, a periculosidade, as horas extras. De acordo com ele, é comprovado na sociologia, que a população precisa identificar e acolher a polícia que tem e/ou vice-versa.

O presidente do Conselho, Paulo Brêda, disse que as entidades devem apresentar as falhas da proposta ao Conselho.

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