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Sindpol solicita a interdição da Delegacia de São José da Laje

Por Imprensa (quinta-feira, 19/01/2012)
Atualizado em 19 de janeiro de 2012

Data: 12/01/2012


O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) solicitou a interdição da Delegacia de São José da Laje, na quarta-feira (11). O pedido foi entregue pessoalmente ao juiz da José Alberto Ramos e ao promotor Jorge Dórea, ambos da cidade.


O 2º vice-presidente do Sindpol, Carlos José, e o diretor de Comunicação, Bartolomeu Rodrigues, informaram a situação precária em que se encontra a delegacia.


“A delegacia funciona em uma casa velha que não oferece segurança nem condições estruturais para os policiais civis e a população. A cela da carceragem já foi interditada pela justiça. Os presos foram transferidos para a delegacia Regional de União dos Palmares, mas os policiais continuam na mesma delegacia insalubre”, informou.
 
No documento entregue pelo sindicato, dá conhecimento de que o alojamento apresenta precárias condições. “As camas e os colchões são velhos e inapropriados, quando chove, tudo fica alargado. Em todos os recintos, existem infiltrações nas paredes, podendo provocar doenças respiratórias. As mobílias estão velhas e quebradas e são inapropriadas para o trabalho. É comum aparecer escorpiões e ratos no local. Há também uma praga de caramujo no local. Constatamos também problemas na rede de esgoto e entupimento de fossa. O mau cheiro é intenso no local”.


O sindicalista também informou que apenas um policial civil é responsável para atender à população e executar diligência na cidade. A delegacia também não possui viatura.


O juiz Alberto Ramos se mostrou contrário à interdição da delegacia. “A violência já está um caos aqui, e se fecharmos a delegacia, a tendência é piorar”, disse, acrescentando que a metade do atendimento em sua comarca é sobre violência.


O dirigente do Sindpol Carlos José destacou que o juiz pode dar um prazo ao governo para que seja alugada uma casa para funcionar a delegacia, enquanto a atual passará por reforma. Isso não iria prejudicar o trabalho da polícia na cidade.


O sindicalista ressaltou que não se pode continuar com a mesma situação precária de trabalho, que isso compromete o trabalho do policial. “O que vimos é uma segurança de faz de conta, e o resultado é o alto índice da violência”, alertou.


O promotor Jorge Dórea informou que já fez vários expedientes vários expedientes ao Governo de Alagoas. Disse que a situação não era novidade para a Promotoria. O sindicalista demonstrou sua insatisfação com aquela situação dos poderes.


O promotor disse que irá acionar uma ação civil pública contra as condições da delegacia.


Carlos José informou que o policial civil da cidade está há cinco anos sem tirar férias e o escrivão com problema na coluna sem puder tirar licença devido a falta de pessoal para a cidade.


O juiz se comprometeu tentar resolver os problemas estruturais da delegacia junto à Prefeitura e o Governo do Estado.

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