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Sindpol solicita interdição da Delegacia de União dos Palmares

Por Imprensa (quarta-feira, 10/04/2013)
Atualizado em 10 de abril de 2013

Delegacia com estrutura precária mantém 42 presos em duas celas

 

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) flagrou a violação aos direitos humanos de policiais civis e dos presos na delegacia de União dos Palmares. Em uma local insalubre e com estrutura precária, 42 presos estão divididos em duas celas. Na tarde da terça-feira (09), o sindicato solicitou a interdição da delegacia à Justiça e à Procuradoria de Justiça do município.

Para o Sindpol, a situação exige urgente atenção da Justiça, do Ministério Público e do Governo do Estado. O sindicato teme pela vida dos policiais civis, dos presos e da população que frequentam regularmente à delegacia superlotada.

Constaram as precárias condições da delegacia o vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, o 2º vice-presidente, Carlos José, e o vice-diretor Financeiro, Jocelino Alves.

 Policiais civis e estruturas

Em média, apenas dois policiais civis são responsáveis pelo plantão diário da delegacia. O clima é de tensão. Os 42 presos forçam as grades constantemente para fugir em massa. Na madrugada da segunda-feira, eles serraram duas grades. A situação do local é de caos. A viatura está sem funcionar por falta de uma bateria.  Em todas as paredes, infiltrações e mofos que provocam doenças respiratórias. O alojamento é precária, e os banheiros estão com a descarga e a pia quebradas. As instalações elétricas inadequadas com fiações expostas, o que representam risco de incêndio. A alimentação é armazenada no chão da sala do chefe de operações e ainda divide o espaço com materiais de roubos apreendidos.

Os cartórios funcionam em pequenas salas cheias de inquéritos e estão com os condicionadores de ar quebrados. Os policiais são desviados de sua função e fazem a custódia, além de atender a população.

O pátio da delegacia está cheio de motos e carros velhos o que beneficia a proliferação de doenças como dengue e leptospirose. A Vigilância Sanitária já fez uma inspeção no local e condenou a permanência de pessoas na delegacia.

Presos

Os presos estão em situação subumana. As celas, que deveriam funcionar para quatro pessoas, estão com mais de 20 cada. O ambiente é escuro e cheio de lixos. É constante a falta de água, além disso, a alimentação é precária. O Sindpol também encontrou muitos presos doentes e sem atendimento médico. Dois com suspeita de pneumonia e tuberculose. Um preso baleado apresenta infecção nas feridas. Os detentos reclamam que não foram ouvidos pela Justiça.

Juiz da cidade

O Sindpol se reuniu com o Juiz Antonio Rafael Wanderley Casado da Silva e tratou das precárias condições do local, ressaltando a necessidade urgente de interdição do local e da transferência de presos.

O vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, chamou a atenção quanto à violação dos direitos humanos, ao questionar as precárias condições da delegacia. Destacou também que a categoria está sendo desviada da sua função de investigador para a custódia de presos.

O Conselheiro Fiscal do Sindpol Jânio Vieira informou que os presos serraram as grades comprometendo a segurança no local. O dirigente destacou que existe rivalidade entre dois grupos criminosos na cidade, caso seja colocado pessoas adversárias ao grupo, uma fatalidade poderá ocorrer, e a situação tenderá a piorar.

O juiz disse que recebeu o relatório da Vigilância Sanitária e abriu procedimento, mas que precisava do encaminhamento de uma Ação Civil Pública pela Promotoria da Justiça para sua decisão.

 Interdição

Além da solicitação da interdição ao juiz, o Sindpol também formalizou o pedido de Ação Civil Pública ao promotor da cidade de Justiça Antonio Luis Vilas Boas Souza.

 

Fotos e Texto: Josiane Calado – Sindpol

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