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Repercussão do crime do policial civil Jorge Vicente Ferreira Júnior
“Não se matou um marginal, matou um homem de bem. Ele foi selvagemente assassinado, depois de rendido”, disse o juiz aposentado Diógenes Tenório de Albuquerque

Por Imprensa (quinta-feira, 21/01/2021)
Atualizado em 21 de janeiro de 2021

A morte do policial civil Jorge Vicente Ferreira Júnior por policiais militares, no domingo (17), abalou a Polícia Civil e as autoridades. A reportagem da TV Pajuçara, no sepultamento do policial civil, mostra as declarações das autoridades sobre o crime covarde.

O ex-secretário de Segurança Pública, juiz aposentado Diógenes Tenório de Albuquerque, tio da vítima, cobrou do Governo do Estado a apuração do assassinato do policial civil Jorge Vicente Ferreira Júnior. “…Pedimos aos seus companheiros da Polícia Civil, hoje capitaneados pelo Delegado Paulo Cerqueira, que se empenhem nessa diligência. Talvez seja o caminho necessário e único para limpar essa banda podre que infesta a Polícia Militar de Alagoas. Ela existe, mas tem jeito. O policial não pode levar para casa a condição de viuvez para sua família. Mas não pode matar de forma indiscriminada os homens de bem. Jorginho era um homem de bem”.

Informando que o policial civil se rendeu e se identificou aos militares, o juiz aposentado disse: “nunca podia imaginar que você seria vítima desses elementos, que mataram de forma cruel, barbaramente, friamente, depois que os sinais indicam que você se mostrou apresentado como policial, jogando sua carteira de braços postos para mostrar que estava rendido. Isso não bastou para que eles no ato puramente covarde de assassinato.

Diógenes Tenório de Albuquerque declarou que vai acompanhar toda a investigação. “É um compromisso que tenho comigo e com Deus. Vou acompanhar. Não foi um fato normal. Não foi um fato corriqueiro. Não foi um fato simples. Foi um fato absurdo. Essas coisas têm que encontrar intrepidez da sociedade, a indignidade da sociedade para enfrentar o problema.
E disse ainda que: “não se matou um marginal, matou um homem de bem. Ele foi selvagemente assassinado, depois de rendido, depois de entregue, depois de não esboçar nada, e recebeu balas de todos os calibres, de todos os tipos depois de rendido. Isso é uma vergonha inominável”.

Na reportagem, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, informa que o Sindicato quer a celeridade das investigações. “A celeridade do laudo pericial, que a gente conclua as investigações para serem remetidas à Justiça, e quem errou que seja punido”.

O Delegado Geral, Paulo Cerqueira, revela que a instituição da Polícia Civil está triste “porque era um policial amigo de todos, trabalhava com ele, de certa forma, é uma perda irreparável, pelo cuidado que ele tinha com os amigos. Iremos investigar e apurar como se deram os fatos”.

Na matéria, o presidente do Conselho dos Direitos Humanos, Promotor de Justiça Magno Moura, relata que também está investigando o caso. “Estamos cobrando providência por parte da autoridade policial para saber a motivação do crime e todos os desdobramentos dessa ocorrência e também do âmbito administrativo estamos cobrando da Polícia Militar de Alagoas se a conduta dos militares foi correta diante daquela circunstância. Depois de todas as apurações, os policiais militares, uma vez provada a culpabilidade dos mesmos, poderão responder por crime doloso contra a vida e irão responder perante o tribunal de júri”.

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