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Sindpol protesta contra a violência e entrega reivindicação ao Governo

Por Imprensa (sexta-feira, 27/09/2013)
Atualizado em 27 de setembro de 2013

O Sindpol realizou ato público de protesto em frente ao Palácio do Governo, na manhã desta sexta-feira (27) contra a violência que vitimou o policial civil José Santos de Oliveira, o qual foi assassinado brutalmente, em Igaci, no dia 21 de setembro.

Por evitar se deparar com o protesto, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, transferiu o evento, que avalia o Programa Brasil Mais, com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, para o Centro de Convenções Ruth Cardoso.

Sindicalistas, familiares do policial, policiais civis e servidores públicos participaram do protesto. Diretores e policiais entregaram aos motoristas os adesivos “Nunca se matou tanto”, que denunciam que já foram assassinadas mais de 14.200 pessoas em menos de sete anos em Alagoas.

O Sindpol também entregou um panfleto que deixa claro o caos em Alagoas por falta de uma política de segurança pública eficiente. “Os policiais civis são testemunhas do sucateamento do setor. O efetivo foi reduzido, e as delegacias estão superlotadas e insalubres. As reformas são precárias e não resolvem o problema das demandas. Os policiais também são desviados de sua área fim – a investigação – para ser responsável pela custódia de preso”, diz o material.

O diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, destacou que o Governo do Estado prefere gastar dezenas de milhões de reais com locação de aeronaves, veículos, buffet, além de aumentar o duodécimo do Poder Legislativo, ainda publicou os decretos 23.115, 23.116 e 23.117, em 2012, que isentam o recolhimento de ICMS dos usineiros, conforme denunciou o Sindifisco. Ele informou que todas essas denúncias  foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual, mas o Sindpol não obteve resposta.

O presidente do presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal (SindUneal), Luiz Gomes e o  presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Nível Médio e Elementar da Saúde no Estado de Alagoas Jadson Alves, prestaram solidariedade as vítimas de violência e exigiram política de segurança eficiente com a recuperação dos serviços públicos, como Saúde, Educação e Segurança Pública.

Reunião com  o representante do governo

Uma comissão foi recebida pelo secretário Adjunto do Gabinete Militar Tenente Coronel Bernardo que ouviu as reivindicações dos policiais civis  e da irmã do policial, Célia Santos de Oliveira. O presidente do Sindpol, Josimar Melo, destacou que a vinda ao local os seguintes objetivos. A primeira é celeridade na apuração do assassinato do policial civil José Santos de Oliveira, bem como com o autor do crime, a segunda a assistência social e seguro de vida que a família tem direito, e a terceira a reestruturação da Polícia Civil que passa pela proposta de delegacias 24 horas e a valorização da categoria com a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), além do fim da discriminação dos policiais estaduais em detrimento aos policiais da Força Nacional. Os policiais local estão na ponta do problema. Para a Força Nacional, o governo concedeu treinamentos, armamentos adequados e diárias mensais de R$ 9 mil. Tudo isso causou divisão, e nada de melhoria para os policiais estaduais.

O presidente do Sindpol também cobrou elucidação da morte da policial e sindicalista Amélia Dantas, vítima da explosão da Deic que até hoje não foi esclarecida.

A irmã do policial pediu justiça e disse que são mãe está em estado de choque, parecendo uma ‘morta viva’. “O José era uma pessoal justa, gostava da verdade. Gostava de Alagoas. Quem o matou, está desvalorizando a polícia. A polícia está desmoralizada pela bandidagem. Eu vivo presa no meu estabelecimento comercial. Os meus clientes não tem direito de entrar e escolher um produto. Essa é a realidade de Alagoas”, desabafou.

A prima da vítima, Sandra Tales, também ressaltou que o governador tem que ter consciência do que está se passando.”Tenha ciência de que estamos desprovidos de tudo nesse Estado”.

O tenente coronel disse que irá encaminhar as reivindicações ao governo e dar celeridade a elucidação do assassinato.

Ao sair da reunião, o Sindpol e a família da vítima se encontraram com o coronel Luciano Silva e reforçaram as reivindicações.

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