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Destaques em favor dos operadores da Segurança não foram aprovados no relatório da Comissão Especial

Por Imprensa (sexta-feira, 5/07/2019)
Atualizado em 5 de julho de 2019

Operadores da Segurança Pública saem decepcionados com a traição do governo Bolsonaro e dos deputados do PSL e de direita

 

Os destaques 40 e 47, que favoreceriam os operadores da Segurança Pública, não foram aprovados no relatório da reforma da Previdência, na Comissão Especial, na quinta-feira (04). Por enquanto, os deputados retiraram os estados e municípios do substitutivo da PEC 06/2019. Toda a movimentação foi acompanhada pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Ricardo Nazário, e dirigentes do sindicato.

“Tínhamos o compromisso do partido do Bolsonaro, o PSL, de que iria aprovar os destaques. Para nossa surpresa, o próprio governo votou contra os profissionais de Segurança Pública. O PSL, tido como a bancada da bala, votou contra a segurança pública de todo o país. É uma decepção geral. Todos os operadores estão decepcionados”, lamenta o sindicalista.

Com a aprovação do relatório, a reforma da Previdência vai para o plenário. “Vamos nos organizar. Sabemos que é mais difícil mudar no plenário. Mas, vamos continuar lutando, combatendo essa reforma da Previdência”, adianta.

Ricardo Nazário destaca que a tendência é que os estados e municípios fiquem de fora da reforma por enquanto. “A luta deverá ser travada em cada estado. Quando chegar a discussão, o Sindpol estará firme contra a reforma da Previdência, que prejudica a categoria, como também deixa a família dos policiais civis à mingua, ou seja, sem condição de manter a família, alerta.

“O Sindpol vai precisar do apoio de todos da ativa e aposentados, que também sofrerão com o aumento da alíquota previdenciária”, destaca o sindicalista. Para isso, o Sindicato deverá travar a luta com os demais servidores estaduais em Alagoas. “Serão traçadas outras vertentes de luta. O Sindicato está firme na luta. Iremos juntos com os trabalhadores lutar contra a reforma da Previdência”, afirma.

O presidente do Sindpol também revela que os operadores da Segurança Pública ficaram surpresos com as explanações dos deputados de partidos de esquerdas, como PT, PSB, PSOL, entre outros, que se manifestaram em defesa da Segurança Pública. “Os partidos de direita e do Bolsonaro saíram traindo todas as categorias da Segurança Pública”.

Para acompanhar a sessão, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis – Cobrapol só conseguiu colocar dois dirigentes do Sindpol-AL no Anexo da Câmara, onde estava ocorrendo a votação. O resto da diretoria foi barrada, como também a maioria dos Operadores de Segurança Pública.

 

Dias de luta

A comitiva do Sindpol está na mobilização em Brasília desde segunda-feira (01). Nesse dia, as entidades dos Operadores de Segurança Pública, como o Sindpol, ocuparam o Salão Verde da Câmara, chamando o presidente Bolsonaro de traidor, pois ele não realizou nenhum acordo com os profissionais da Segurança Pública através da Cobrapol e da União das Polícias do Brasil (UPB), que engloba policiais civis, policiais federais, policias rodoviários federais e agentes penitenciários, delegados e guardas municipais.

Na terça-feira (02), as entidades realizaram um ato público com passeata até o Palácio do Governo, com mais de cinco mil profissionais, que gritaram: “Bolsonaro traidor”.

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